O saxofonista tenor Sonny Rollins, considerado um dos maiores nomes da história do jazz, morreu aos 95 anos em sua casa em Woodstock, Nova York. A informação foi confirmada pela porta-voz Terri Hinte à Associated Press. Segundo ela, o músico enfrentava diversos problemas de saúde nos últimos anos.
Reconhecido por seu estilo ousado, improvisações marcantes e constante busca por inovação, Rollins foi um dos principais representantes do bebop e influenciou gerações de músicos ao lado de nomes como John Coltrane e Charlie Parker. Ao longo da carreira, também conquistou fãs fora do jazz, participando do álbum “Tattoo You”, dos The Rolling Stones, com destaque para o solo na música “Waiting on a Friend”.
Mesmo consagrado, Rollins dizia se considerar “uma obra em progresso” e nunca ficou plenamente satisfeito com sua arte. O músico fez pausas prolongadas na carreira para estudar, refletir e experimentar novos estilos musicais.
Entre seus trabalhos mais importantes estão os álbuns “Saxophone Colossus”, “Way Out West”, “A Night at the Village Vanguard” e “Freedom Suite”, obras que ajudaram a consolidar sua posição entre os maiores saxofonistas da história.
Rollins também enfrentou momentos difíceis, incluindo o vício em heroína na juventude, que o levou à prisão e ao tratamento contra dependência química. Após superar o problema, passou por um despertar espiritual que influenciou profundamente sua música e sua visão de vida.
Nos anos 2000, continuou sendo aclamado pela crítica, conquistando dois prêmios Grammy. Sua aposentadoria ocorreu após problemas pulmonares, com o último show realizado em 2012.
Nascido no Harlem, em Nova York, em 1930, Theodore Walter Rollins começou a tocar ainda jovem e se tornou uma verdadeira lenda viva do jazz, deixando um legado marcado pela inovação, liberdade criativa e influência duradoura na música mundial.

