A morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), provocou uma série de confrontos e ataques em diferentes regiões do México, informaram autoridades federais.
O traficante foi morto durante uma operação das forças de segurança na zona rural de Tapalpa, no estado de Jalisco. De acordo com o governo, militares cercaram um imóvel após meses de trabalho de inteligência. Houve troca de tiros, e Oseguera Cervantes foi baleado. Ele chegou a ser transportado de helicóptero, mas não resistiu aos ferimentos.
A ação envolveu efetivos do Exército Mexicano e da Guarda Nacional, com apoio aéreo. Autoridades mexicanas afirmaram que houve cooperação internacional, incluindo troca de informações com os Estados Unidos.Considerado um dos criminosos mais procurados do país, El Mencho liderava o CJNG, organização apontada como uma das mais poderosas do narcotráfico mexicano, com atuação em diversas rotas internacionais de drogas.
Horas após a confirmação da morte, integrantes do cartel reagiram com bloqueios de estradas e incêndio de veículos em diferentes pontos de Jalisco. Confrontos armados foram registrados na região metropolitana de Guadalajara e em áreas turísticas como Puerto Vallarta.
Autoridades locais suspenderam aulas e recomendaram que a população evitasse deslocamentos desnecessários. O governo federal reforçou a presença militar nas áreas afetadas e afirmou que trabalha para restabelecer a normalidade.Especialistas em segurança avaliam que a morte do líder pode provocar disputas internas pelo controle do cartel, elevando temporariamente os índices de violência. O governo, por sua vez, classificou a operação como um “golpe estratégico” contra o crime organizado e prometeu manter as ações contra grupos criminosos.
A situação permanece sob monitoramento das forças federais, enquanto autoridades investigam os desdobramentos e possíveis rearranjos dentro da estrutura do CJNG.
Quem era “El Mencho”?
Nemesio Oseguera Cervantes iniciou suas atividades criminosas na década de 1990. O jornal El Universal observa que ele foi condenado em 1994, em São Francisco, a três anos de prisão por conspiração para distribuir heroína.
Após sua libertação, ele retornou a Jalisco , onde trabalhou como policial antes de se juntar ao Cartel Milenio. Ele se tornou intimamente ligado ao narcotraficante Ignacio “Nacho” Coronel.
Após a morte de Coronel e a captura de outros líderes, ele participou das divisões que deram origem ao CJNG.
A organização cresceu e se tornou o grupo criminoso mais extenso e violento do país.
Enquanto se aguarda o relatório oficial do Gabinete de Segurança sobre a morte de “El Mencho”, as operações militares e federais continuam em várias regiões.
Os governos estaduais estão mantendo patrulhas, reforçando os pontos de acesso e aconselhando o público a não transitar pelas áreas afetadas.
A Embaixada dos EUA no México emitiu um alerta urgente aos seus cidadãos, avisando sobre operações em andamento, bloqueios de estradas e atividades criminosas. “Procurem abrigo e minimizem deslocamentos desnecessários “, disse a embaixada em um comunicado.



