Por duas vezes nesta semana, a CCJ da Câmara tentou votar o projeto de lei que equipara facções a terroristas. O texto, porém, teve a apreciação travada pelo início da Ordem do Dia na Câmara — que começou mais cedo do que o de costume na terça e nesta quarta-feira.
A ação foi do próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que, após pressão do governo, vai evitar a celeridade no PL sobre terrorismo até decidir qual será o rito do PL Antifacções, enviado pelo Palácio do Planalto nesta semana.
Como a Câmara não deve votar projetos relacionados a segurança pública até o fim da COP-30, Motta decidiu frear, por enquanto, a tramitação do PL antifacções. Com urgência já aprovada, o texto vai ser relatado pelo secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite (PL), que pediu licença do cargo.
O autor do projeto, deputado Danilo Forte (Uniao-CE), pediu que o texto seja apensado a proposta do governo, o que também não está definido, mas já desperta a fúria da ala governista. Principalmente, porque, se Motta apensar os dois projetos, Derrite — que é de oposição ao governo Lula — levaria a relatoria de dois em um. (R7)


