Brasília, 29/09/2026

 Na CLDF, Andreia Salles defenderá liberdade de imprensa, mulheres e mais políticas sociais

Candidata do PSD, número 55200, reúne em sua plataforma medidas para proteção de jornalistas, fortalecimento de iniciativas sociais, desenvolvimento do Altiplano Leste e ampliação das políticas voltadas às mulheres 

Com 34 anos de atuação no jornalismo e uma trajetória profissional construída em Brasília desde 1998, Andreia Salles, candidata do PSD à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), apresenta uma plataforma eleitoral que reúne defesa da liberdade de imprensa, proteção dos profissionais da comunicação, desenvolvimento comunitário e políticas sociais, com atenção especial às demandas das mulheres. 

A experiência acumulada ao longo de décadas acompanhando a realidade do Distrito Federal é apontada por Andreia como uma das bases de sua candidatura. Ela passou muito tempo de sua carreira percorrendo as Regiões Administrativas e ouvindo relatos de moradores.  

“Como jornalista atuante no DF desde 1998, passei mais de duas décadas percorrendo as nossas Regiões Administrativas, escutando histórias de luta, resistência e superação”, escreveu. 

A partir dessa experiência, Andreia sustenta que a participação feminina na formulação das políticas públicas precisa ser ampliada. Para ela, as mulheres devem estar diretamente envolvidas nas decisões que tratam de questões que afetam seu cotidiano. 

“Não é possível construir políticas públicas eficientes para as mulheres sem a participação direta de nós, mulheres”, afirmou. Ela defende que o princípio “Nada sobre nós sem nós” deixe de ser apenas uma referência e passe a orientar a elaboração das leis. 

Proteção à liberdade de imprensa 

A defesa da liberdade de imprensa ocupa espaço central entre as propostas apresentadas pela candidata. Andreia Salles defende a criação de protocolos específicos de segurança junto à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e à Polícia Civil (PCDF) para assegurar condições de trabalho aos jornalistas durante manifestações públicas e em áreas de acesso a órgãos governamentais. 

A proposta prevê o estabelecimento de zonas de segurança destinadas aos profissionais de comunicação durante coberturas jornalísticas, com o objetivo, segundo a candidata, de garantir que repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e demais trabalhadores da imprensa possam exercer suas funções com segurança. 

Outro ponto da plataforma é a mudança nas regras de conduta parlamentar. Andreia propõe uma reforma no Código de Ética da Câmara Legislativa para estabelecer punições a deputados que ataquem jornalistas, promovam exposição indevida ou divulguem dados pessoais de profissionais da imprensa. 

Observatório contra o assédio judicial 

A candidata também propõe a criação de um observatório, no âmbito da Câmara Legislativa, destinado a acompanhar casos de assédio judicial contra jornalistas. A estrutura teria como objetivo mapear situações que, segundo sua proposta, possam representar tentativas de intimidar, deslegitimar ou inviabilizar o trabalho jornalístico por meio do uso recorrente do sistema de Justiça. 

A agenda voltada à categoria inclui ainda medidas na área da saúde mental. Andreia defende prioridade de atendimento na rede pública para jornalistas vítimas de violência durante o exercício profissional ou submetidos a perseguições e campanhas sistemáticas nas redes sociais. A proposta menciona o Sistema Único de Saúde (SUS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), especialmente para demandas relacionadas à saúde mental. 

Mulheres no centro das políticas públicas 

A participação feminina no poder público é outro eixo destacado por Andreia Salles. Ela argumenta que determinadas experiências cotidianas das mulheres precisam estar representadas diretamente nos espaços de decisão. 

“Homens, por mais bem-intencionados que sejam, não vivenciam a rotina do medo em paradas de ônibus escuras, a angústia da falta de vagas em creches para poderem trabalhar ou a sobrecarga que atinge de forma devastadora as mães solo”, escreveu. 

Para a candidata, ampliar a presença feminina na política significa levar essas questões para o processo de elaboração das políticas públicas. Ela resume essa posição ao defender que “votar em mulheres é garantir que a nossa realidade concreta esteja presente no momento das decisões”. 

A plataforma inclui o combate à violência de gênero e o fortalecimento das redes de proteção e das Delegacias da Mulher. Andreia, porém, afirma que o enfrentamento à violência precisa estar associado a medidas capazes de ampliar a autonomia econômica das mulheres. 

“Defendo o combate intransigente à violência de gênero e o fortalecimento das redes de proteção e das delegacias da mulher”, afirmou. 

Na avaliação apresentada pela candidata, romper o ciclo da violência também exige criar condições para que as mulheres tenham independência financeira. Por isso, ela defende incentivo ao empreendedorismo feminino, combate às disparidades salariais e investimentos em infraestrutura de cuidado. “Afinal, não existe empoderamento sem creche em tempo integral e atenção à saúde mental na rede pública”, disse. 

Altiplano Leste como prioridade comunitária 

A experiência pessoal da candidata no Altiplano Leste também aparece como um dos fundamentos de sua plataforma. Andreia Salles mora na região há 25 anos, onde criou as duas filhas, e pretende levar essa vivência para a discussão sobre o desenvolvimento da localidade. 

A proposta é conciliar investimentos em infraestrutura e melhoria dos serviços com a preservação das características da região. O planejamento urbano responsável, segundo a candidata, deve permitir o crescimento do Altiplano Leste sem comprometer sua identidade e suas características originais. 

O fortalecimento das iniciativas comunitárias também integra esse eixo. Andreia defende apoio a projetos sociais desenvolvidos localmente e a manutenção de canais permanentes de diálogo com moradores e organizações da sociedade civil. 

A experiência de circular pelas diferentes regiões do Distrito Federal durante a carreira jornalística é apresentada por ela como uma fonte de conhecimento sobre as demandas locais. Esses encontros, segundo ela, lhe permitiram conhecer “histórias de luta, resistência e superação” vividas por moradores do DF. 

Prevenção às drogas e proteção social 

Na área social, a candidatura inclui entre suas prioridades o enfrentamento ao uso de drogas. A proposta apresentada aponta para políticas de prevenção, apoio às famílias e reinserção social, buscando articular diferentes setores das políticas públicas. 

A proteção das mulheres e a promoção da equidade de gênero formam outro eixo da plataforma. Além das medidas de enfrentamento à violência, a candidata defende políticas capazes de ampliar oportunidades e fortalecer as condições para que mulheres possam conquistar autonomia econômica. 

A proposta também prevê maior aproximação entre o poder público e entidades da sociedade civil. Na visão apresentada por Andreia, a experiência acumulada no jornalismo e a atuação comunitária podem contribuir para estabelecer canais de interlocução entre instituições e população. 

Renovação da CLDF 

A defesa de uma renovação da Câmara Legislativa aparece como uma síntese do discurso eleitoral da candidata. Andreia argumenta que a mudança na composição da Casa deve representar mais do que a substituição de nomes. 

“A necessidade de renovar a Casa não é um simples desejo de troca de nomes, mas uma urgência democrática para oxigenar a política e priorizar quem mais precisa”, escreveu. 

A candidata também associa a renovação à ampliação da participação feminina nos espaços de poder. Em sua avaliação, a presença de mais mulheres no Legislativo pode contribuir para que temas relacionados à segurança, maternidade, cuidado, violência, saúde mental e autonomia financeira tenham maior espaço na formulação das políticas públicas. 

“Renovar a CLDF em 2026 significa substituir velhas práticas pela coragem de levar as demandas reais do povo para o centro do debate”, afirmou. 

Ao defender a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão, Andreia convoca as mulheres a participarem desse processo: “É hora de unirmos forças para ocupar os espaços de decisão com vozes femininas”. 

Experiência profissional como base da candidatura 

A candidatura ao Legislativo distrital é apresentada por Andreia Salles como uma extensão de sua trajetória profissional e comunitária. Ela também disputou uma vaga de deputada distrital pelo PSD em 2022, quando ficou como suplente. 

Para a candidata, a experiência de mais de três décadas na comunicação e o contato cotidiano com diferentes setores da sociedade formam a base para uma atuação parlamentar voltada à fiscalização, ao diálogo e à formulação de políticas públicas. 

Entre os principais compromissos apresentados estão a defesa da liberdade de imprensa, a criação de mecanismos de proteção aos jornalistas, o combate ao assédio judicial, a atenção à saúde dos profissionais de comunicação, o desenvolvimento planejado do Altiplano Leste, o incentivo a projetos comunitários, a prevenção ao uso de drogas e a defesa dos direitos e da autonomia das mulheres. 

Andreia sintetiza essa visão ao defender a construção de um Distrito Federal “verdadeiramente acolhedor para as famílias e justo para as mulheres”. A candidatura procura, assim, conectar a experiência profissional no jornalismo com a vivência comunitária e a defesa de uma maior participação feminina nas decisões políticas.

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