Brasília, 02/10/2026

OEA cobra libertação de presos políticos na Nicarágua

 A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta sexta-feira (2) uma resolução que cobra da Nicarágua a libertação de presos políticos e o restabelecimento das liberdades civis. Segundo o SBT News, com informações da Reuters, o documento prevê um grupo para acompanhar o cumprimento das demandas, que incluem esclarecer o paradeiro de vítimas de desaparecimento forçado e garantir condições para eleições justas.

O Brasil apoiou a resolução, mas acrescentou uma ressalva contra qualquer tentativa de caracterizar a situação nicaraguense como ameaça à paz e à segurança regionais. O governo brasileiro sustentou que essa definição compete ao Conselho de Segurança da ONU e defendeu o uso de mecanismos de cooperação jurídica, policial e de proteção dos direitos humanos.

A reunião extraordinária em Washington foi convocada a pedido dos Estados Unidos. O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, afirmou que o governo nicaraguense ameaça a segurança do continente ao facilitar a imigração ilegal e acolher serviços de segurança de países de fora da região. O Brasil foi representado pelo embaixador Benoni Belli.

Antes da aprovação, houve divergências sobre o tom da resolução. Conforme a reportagem, países latino-americanos com governos de direita, habitualmente alinhados a Washington, defenderam uma linguagem mais firme.
Daniel Ortega governa a Nicarágua desde 2007 e intensificou a repressão após os protestos de 2018. Em setembro, proibiu a participação da oposição em futuras eleições. Sua mulher, Rosario Murillo, tornou-se copresidente em fevereiro de 2025.

A Nicarágua deixou a OEA em 2023 e mantém acordos de cooperação com Rússia e China. Organizações como Human Rights Watch e Anistia Internacional classificam o governo como uma ditadura.

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