Brasília, 11/03/2026

Pauderney quer ex e atual presidentes do BC na Câmara para esclarecer fraude do Banco Master

Parlamentar subscreveu pedido de audiência pública na CFT para ouvir, ainda, dirigentes do BRB, para saber tamanho do rombo do Master, estimado em mais de R$ 50 bi, que prejudicou investidores e previdências públicas, entre elas a do Amazonas

O deputado federal Pauderney Avelino (União-AM) subscreveu requerimento de pedido de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) de autoridades e dirigentes do Banco Central e BRB para esclarecer o escândalo do Banco Master, na opinião dele, a maior fraude financeira da história do país.

“Esse escândalo vai tirar um terço do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ou seja, R$ 41 bilhões do total de R$ 120 bilhões, que protege investidores do sistema financeiro, prejudicando, ainda, as previdências de muitos estados e municípios, como a Amazonprev, do Amazonas”, revelou.

Pauderney disse que o convite para participação na audiência pública da CFT deverá incluir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex, Roberto Campos Neto, o ex-diretor Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, membros do Ministério da Fazenda, entre outros.

O deputado federal amazonense diz que muitos dirigentes tinham recebido vários alertas sobre as operações sem lastro do Banco Master. “Esse descalabro não poderá ficar impune. Precisamos saber o tamanho do rombo, fruto da ganância que lesou correntistas, aplicadores CDB e CDI, o FGC e as previdências, como a Amazonprev, do meu estado, que aplicou R$ 56 milhões no Master”, afirmou.

Segundo Pauderney, a garantia do FGC só cobre aplicações de até R$ 250 mil por CPF, reforçando o prejuízo que contamina instituições, estados e 18 fundos previdenciários de estados e municípios, cujos investimentos “viraram pó”, nas palavras do parlamentar.

Operação Compliance Zero – A liquidação extrajudicial do Master culminou na prisão do CEO e controlador, Daniel Vorcaro, e de mais cinco pessoas, no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As investigações apontam falsificação de instrumentos de crédito e outras práticas irregulares. Segundo autoridades, parte significativa dos ativos do banco estava concentrada em fundos ilíquidos — o que aumentava o risco das operações.

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