Um petroleiro ligado à Rússia está transportando mais de 700 mil barris de petróleo com destino a Cuba, segundo dados de monitoramento marítimo analisados por especialistas do setor. A informação foi divulgada pela empresa de inteligência de navegação Kpler e repercutida pela CNN.
De acordo com a Kpler, o envio reforça os fluxos energéticos entre Rússia e a ilha caribenha, que enfrenta dificuldades crônicas no abastecimento de combustíveis. O carregamento ocorre em um momento de pressão sobre o sistema energético cubano, marcado por escassez de petróleo e frequentes apagões.
Além desse navio, os analistas identificaram outra embarcação, registrada sob bandeira de Hong Kong, também em rota para Cuba. A presença de múltiplos petroleiros sugere uma possível intensificação no fornecimento de combustível ao país, que depende de importações para sustentar sua geração de energia e atividades industriais.
Especialistas ouvidos pela CNN avaliam que o movimento pode estar ligado a estratégias de cooperação energética entre Moscou e Havana, especialmente em meio a sanções internacionais e rearranjos no mercado global de petróleo. A Rússia, sob restrições impostas por países ocidentais, tem buscado redirecionar exportações para aliados e mercados alternativos.
Historicamente, Cuba contou com apoio energético de parceiros como a Venezuela, mas a redução da capacidade de exportação venezuelana nos últimos anos ampliou a vulnerabilidade do país caribenho. Nesse contexto, o petróleo russo surge como uma alternativa para mitigar a crise.
Analistas destacam, no entanto, que a logística e os custos de transporte podem limitar a regularidade desses envios. Ainda assim, a chegada de grandes volumes de petróleo pode aliviar temporariamente a pressão sobre o sistema elétrico cubano.
Nem autoridades cubanas nem russas comentaram oficialmente a operação até o momento.