Brasília, 09/10/2026

PF aponta interferência política e “captura institucional” do BRB

 A Polícia Federal aponta que decisões estratégicas envolvendo o BRB e o Banco Master eram submetidas ao então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, antes da análise pelos órgãos formais de governança do banco público. Nos trechos de relatórios reproduzidos pelo g1, os investigadores identificam centralização das decisões e interferência política direta na condução da instituição.

A PF também conclui que o Master passou a integrar indiretamente a estrutura acionária do BRB por meio de fundos de investimento, especialmente Borneo, Verbier e Delta. Segundo os investigadores, esses instrumentos foram estruturados para ocultar o beneficiário final e evitar o reconhecimento formal de controle ou de participação relevante no banco.

Na avaliação da investigação, a combinação entre essa participação indireta e a interferência nas decisões indica uma “captura institucional”: a estrutura decisória do BRB teria sido alinhada a interesses específicos, em prejuízo da impessoalidade, da moralidade e do interesse público.

A dimensão financeira da relação também chama a atenção. Conforme o g1, relatórios anteriores da PF indicaram que o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, no período de aproximadamente um ano.

Os trechos apresentados trazem conclusões da investigação policial. O recorte não inclui as manifestações de Ibaneis Rocha, do BRB ou do Banco Master sobre esses apontamentos.

Tags

Gostou? Compartilhe!