Brasília, 17/03/2026

Polícia Federal cita Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi citado em um processo da Polícia Federal (PF) que apura abandono do cargo. de escrivão e terá 15 dias para apresentar uma defesa. A decisão da corporação foi publicada, em edital, nesta segunda-feira (16).

O servidor foi notificado por edital porque a PF diz não ter localizado ele, após o mesmo ter ido morar nos Estados Unidos. De acordo com esse documetno, Eduardo Bolsonaro está em um “lugar incerto e não sabido”.

Caso ele não responda dentro do prazo, enfrentará o processo sem manifestação e posicionamento.

Eduardo Bolsonaro entrou para a Polícia Federal em 2010, aprovado para o cargo de escrivão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Apesar de não atuar no cargo há mais desde 2015, quando virou deputado federal e se afastou das funções, ele deveria continuar apto e no cargo político para garantir a permanência na função de servidor.

A investigação administrativa foi aberta em janeiro pela Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O procedimento apura se Eduardo deixou de exercer o cargo sem justificativa, o que pode resultar em punições administrativas.

Segundo o edital, o caso é analisado por uma comissão disciplinar vinculada à Corregedoria-Geral da Polícia Federal, em Brasília.

Desde fevereiro de 2025, o ex-parlamentar vive nos Estados Unidos. E m janeiro deste ano, a PF determinou que ele retornasse ao trabalho. A corporação alertou que a ausência poderia gerar medidas administrativas.

Mandato foi perdido após faltas no plenário

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2025, depois de acumular faltas em sessões deliberativas do plenário.

A Constituição estabelece que deputados podem perder o mandato se se ausentarem de mais de um terço das sessões sem justificativa.

Agora, no âmbito administrativo da Polícia Federal, o processo aberto pela corporação vai avaliar se houve abandono do cargo de escrivão e quais medidas devem ser adotadas.

O iG não encontrou nenhum contato atribuído com Eduardo Bolsonaro. O espaço segue aberto para manifestações. (IG)

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