Brasília, 17/06/2026

Projeto ensina profissões a mais de 300 mulheres trans em prisões no DF

A política de inclusão social e profissionalização desenvolvida pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), vem transformando trajetórias e criando novas oportunidades para mulheres trans privadas de liberdade no sistema prisional do Distrito Federal.

Criada em 2024, a Oficina de Artesanato destinada ao Público Trans já contabiliza mais de 330 atendimentos desde a implantação do projeto. A iniciativa oferece qualificação profissional, trabalho remunerado e fortalecimento da autoestima para mulheres trans em cumprimento de pena, por meio de atividades como crochê, tricô, bordado, pintura e produção artesanal diversa.

Atualmente, as oficinas são ofertadas em todas as unidades prisionais do DF que recebem pessoas trans privadas de liberdade, consolidando uma política pública voltada para a inclusão, a dignidade e a ressocialização humanizada. Além de ocupar o tempo durante o cumprimento da pena, o projeto permite que as participantes aprendam novas habilidades, mantenham a mente ativa e construam perspectivas reais de reinserção social e profissional após deixarem o sistema prisional.

Recomeço e autonomia

Os resultados demonstram o alcance da iniciativa. Em 2024, primeiro ano de funcionamento da oficina na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), foram atendidas 150 mulheres trans. Já em 2025, foram registrados 126 atendimentos. Em 2026, somente entre janeiro e abril, outras 59 participantes passaram pela oficina.

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