O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, dentro da margem de erro do levantamento.
A primeira pesquisa do instituto após o primeiro turno foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Os números consideram os votos totais: outros 9% declaram voto em branco ou nulo, enquanto 1% não soube responder. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
Excluindo brancos, nulos e indecisos, a conversão dos percentuais divulgados resulta em aproximadamente 51,1% dos votos válidos para Flávio e 48,9% para Lula. Esse cálculo utiliza os números arredondados da pesquisa e não representa uma vantagem estatisticamente consolidada para o senador.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, a distância é de apenas um ponto: Flávio recebe 43% das menções, e Lula, 42%. Nesse formato, os indecisos somam 7%, enquanto 8% afirmam que votarão em branco ou nulo.
A rejeição também aproxima os adversários. Segundo a Quaest, 54% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio, e 53% afirmam o mesmo sobre Lula. Os dois chegam à etapa decisiva com resistência de mais da metade do eleitorado consultado.
Entre os entrevistados que declararam uma escolha, 91% afirmam que o voto é definitivo, enquanto 9% admitem mudar de posição. O resultado indica que o espaço para conquistar eleitores não se limita ao grupo que se declara indeciso na pergunta estimulada.
Lula aparece numericamente à frente entre os eleitores que disseram ter faltado ao primeiro turno ou votado em branco ou nulo. Nesse grupo, o presidente registra 43%, contra 38% de Flávio. Outros 17% pretendem votar em branco, anular ou não comparecer, e 2% estão indecisos.
Flávio, por sua vez, obtém mais apoio entre antigos eleitores de Ronaldo Caiado e Renan Santos. Dos que declararam voto em Caiado no primeiro turno, 42% escolhem agora o senador e 23% preferem Lula. Entre os eleitores de Renan, os percentuais são de 40% e 14%, respectivamente.
Já entre os entrevistados que votaram em Augusto Cury, Lula aparece com 34%, e Flávio, com 30%. Esses recortes envolvem parcelas menores da amostra e exigem cautela na interpretação, pois a margem de erro geral de dois pontos não se aplica automaticamente a cada segmento.
A avaliação do governo também compõe o quadro da disputa. A Quaest aponta que 48% desaprovam a administração Lula, enquanto 45% aprovam e 7% não sabem ou não responderam. Em outra pergunta, 40% classificam a gestão como negativa, 34% como positiva e 24% como regular; outros 2% não responderam.
No primeiro turno, Flávio recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47,03% dos válidos, conforme os resultados do Tribunal Superior Eleitoral. Lula obteve aproximadamente 53,8 milhões, ou 45,16%. Os demais candidatos reuniram 7,81%, parcela que passou a ser disputada pelas duas campanhas.
A pesquisa ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08729/2026.

