Reportagem do Correio da Bahia aponta que o Comando Vermelho mantém o controle do Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, por meio de uma estrutura descentralizada, com lideranças distribuídas em diferentes comunidades.
Segundo a matéria, a facção opera com divisão de funções entre integrantes, que assumem desde o gerenciamento do tráfico até a condução de decisões internas, como os “tribunais do crime”, o que garante a continuidade das atividades mesmo sem chefes históricos presentes.
O domínio territorial é sustentado por líderes locais, como “Falcão”, “Zói de Gato” e “Chokito”, responsáveis por áreas específicas e pelo monitoramento de ações policiais. Alguns seguem exercendo influência mesmo presos, evidenciando a capacidade de adaptação do grupo.
A reportagem destaca ainda que, apesar da estrutura fragmentada, existem figuras de referência, como “Val Bandeira” e “Pai Pequeno”, que mantêm influência sobre a organização. Especialistas avaliam que o modelo funciona como um sistema adaptativo complexo, dificultando o combate apenas com ações pontuais do Estado.



