Os governos do Reino Unido e da Finlândia condenaram os ataques contra jornalistas no Líbano após a morte da repórter Amal Khalil, atingida em um bombardeio aéreo israelense na última quarta-feira (22), segundo informações do jornal Le Monde.
De acordo com a publicação, os dois países divulgaram uma declaração conjunta na rede social X em que classificam como “inaceitáveis” os ataques contra profissionais de imprensa. No comunicado, Londres e Helsinque ressaltam que jornalistas desempenham “um papel vital ao mostrar a realidade devastadora da guerra” e pedem que todas as partes envolvidas no conflito garantam condições para que a imprensa atue com segurança.
Ainda segundo o Le Monde, Reino Unido e Finlândia — que copresidem a Coalizão pela Liberdade de Imprensa — condenaram “toda forma de violência” contra trabalhadores da mídia e apelaram diretamente às autoridades israelenses para que reforcem medidas de proteção aos jornalistas no território libanês.
A reportagem destaca que o episódio ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com aumento das operações militares e maior risco para civis e profissionais de imprensa na região.
Organizações internacionais também se manifestaram. A Repórteres Sem Fronteiras afirmou, em nota, que o caso evidencia a crescente exposição de jornalistas a situações de risco em zonas de conflito e cobrou investigações independentes. Já o Comitê para a Proteção dos Jornalistas reforçou que a segurança dos profissionais deve ser prioridade e alertou para o aumento de incidentes envolvendo a imprensa no Líbano.
Segundo o Le Monde, Reino Unido e Finlândia condenaram a morte da jornalista Amal Khalil em um ataque no Líbano e pediram garantias de segurança para a imprensa. Organizações internacionais também cobraram investigações e maior proteção aos jornalistas em áreas de conflito.



