Brasília, 10/03/2026

Trump ataca senadores republicanos por limitarem sua ação militar na Venezuela

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou na quinta-feira cinco senadores republicanos que se juntaram aos democratas para aprovar uma resolução que busca limitar sua autoridade para ordenar ações militares na Venezuela.

A iniciativa, aprovada em primeira votação no Senado, reacendeu o debate sobre os poderes de guerra do executivo e provocou uma dura reação do presidente, que acusou os legisladores de enfraquecerem a segurança nacional.

“Os republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que votaram com os democratas para tentar nos privar da capacidade de lutar e defender os Estados Unidos da América”, escreveu o presidente em sua rede social Truth Social.

O presidente foi além e questionou a legalidade da resolução. “Em todo caso, e apesar de sua ‘estupidez’, a Lei dos Poderes de Guerra é inconstitucional”, afirmou, referindo-se à legislação aprovada pouco antes.

Trump também pediu punição política para os cinco parlamentares republicanos que apoiaram a medida. “Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul, Josh Hawley e Todd Young jamais deveriam ser eleitos para qualquer cargo novamente”, afirmou.

Votação limita a defesa

Segundo o presidente, a votação compromete seriamente a capacidade do país de responder a ameaças externas. “Essa votação prejudica gravemente a autodefesa e a segurança nacional dos Estados Unidos e limita a autoridade do presidente como comandante-em-chefe”, acrescentou.

A resolução ainda precisa passar por outras etapas no Congresso e enfrenta a possibilidade de veto presidencial, o que torna improvável que se torne lei em curto prazo.

O debate se intensificou após as recentes operações militares dos EUA no Caribe e a intervenção que levou à captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores , ações que incluíram bombardeios e o uso da força militar.

Especialistas críticos argumentam que a Constituição reserva ao Congresso o poder de declarar guerra, exceto em casos de emergência evidente, enquanto os defensores da Casa Branca argumentam que essas são operações de combate ao narcotráfico protegidas pela designação dos cartéis como organizações “terroristas”.(EL Nacional)

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