O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram nesta quinta-feira (7) uma reunião bilateral na Casa Branca marcada por discussões sobre comércio, tarifas e ampliação das relações econômicas entre os dois países.
Lula chegou à Casa Branca às 12h21, no horário de Brasília, sendo recebido por Trump com um aperto de mão na entrada da residência oficial norte-americana. O presidente brasileiro permaneceu no local por cerca de três horas.
O encontro principal durou aproximadamente 90 minutos, tempo superior ao inicialmente previsto. Após a reunião, os dois líderes participaram de um almoço de trabalho reservado com integrantes das delegações brasileira e americana.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a conversa como “muito boa” e chamou Lula de “muito dinâmico”. Segundo o republicano, os governos decidiram manter negociações permanentes sobre temas considerados estratégicos para a relação bilateral.
“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, afirmou Trump.
De acordo com integrantes da comitiva brasileira, as conversas envolveram exportações, investimentos, cooperação energética, infraestrutura e redução de barreiras comerciais. Também houve debate sobre mecanismos para ampliar o fluxo de negócios entre Brasil e Estados Unidos.
A recepção de Lula na Casa Branca foi registrada em vídeo pela assessora presidencial Margo Martin, que divulgou imagens do encontro nas redes sociais.
Havia expectativa de que Lula e Trump falassem à imprensa no Salão Oval no início da agenda oficial, mas os compromissos acabaram fechados para jornalistas. Segundo apuração da correspondente da CNN Brasil em Washington, Mariana Janjácomo, a mudança no cronograma ocorreu a pedido da delegação brasileira.
Diplomatas avaliam que a reunião representou um movimento de aproximação política e econômica entre Brasília e Washington em meio ao cenário internacional de disputas comerciais e reorganização das cadeias globais de produção.
Após os compromissos na Casa Branca, Lula retornou à embaixada do Brasil em Washington para reuniões com empresários, parlamentares e representantes da comunidade brasileira nos Estados Unidos.

