Brasília, 14/03/2026

Trump pede ajuda para manter Estreito de Ormuz aberto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (14) que diversos países podem enviar navios de guerra para ajudar a manter aberto o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo, em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que nações afetadas pela eventual tentativa do Irã de bloquear a passagem marítima devem atuar ao lado dos Estados Unidos para garantir a segurança da região.

“Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos da América, para manter o Estreito aberto e seguro”, escreveu o presidente.

Trump citou nominalmente alguns aliados e parceiros estratégicos que, segundo ele, poderiam participar da operação naval, entre eles China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. O presidente americano, no entanto, não apresentou detalhes sobre negociações formais com esses países nem indicou um eventual comando conjunto para a missão.

Na mesma mensagem, Trump adotou um tom duro contra o regime iraniano e afirmou que forças americanas responderiam militarmente a qualquer tentativa de bloquear a passagem marítima.

“Os Estados Unidos vão bombardear impiedosamente o litoral e continuar a abater barcos e navios iranianos”, escreveu.

Até a tarde deste sábado, a Casa Branca não havia respondido aos pedidos de esclarecimento da imprensa sobre se algum dos países mencionados já havia concordado em participar da operação.

O Estreito de Ormuz, localizado entre Irã e Omã, é considerado um dos pontos estratégicos mais sensíveis do comércio global de energia. Estimativas de analistas do mercado apontam que cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa diariamente pela rota marítima, que conecta os produtores do Golfo ao mercado internacional.

A declaração de Trump ocorre após dias de aumento da tensão militar na região do Golfo Pérsico. Segundo autoridades de defesa americanas ouvidas por veículos como o The New York Times e a Reuters, Washington reforçou a presença naval na área e monitora possíveis movimentos do Irã para restringir o tráfego marítimo.

Especialistas em segurança internacional afirmam que um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz poderia provocar forte impacto nos preços globais do petróleo e desencadear uma crise energética internacional. Até o momento, porém, não há confirmação de que Teerã tenha iniciado uma operação formal para fechar a passagem.

Autoridades iranianas, por sua vez, já haviam indicado em ocasiões anteriores que o país poderia restringir o tráfego no estreito caso sofra ataques diretos ou novas sanções econômicas por parte de Washington e seus aliados.

A situação segue sendo acompanhada de perto por governos e mercados financeiros, diante do risco de que incidentes militares na região ampliem o conflito no Oriente Médio.

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