Brasília, 05/06/2026

Zelensky propõe encontro direto com Putin, que rejeita proposta

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, fez um novo apelo público ao presidente russo, Vladimir Putin, propondo uma reunião direta entre os dois líderes para tentar encerrar a guerra que já dura mais de quatro anos.

Em uma carta aberta divulgada nesta semana, Zelensky afirmou que seria um erro esperar que a atenção internacional volte a se concentrar exclusivamente no conflito europeu, em um momento em que os Estados Unidos estão fortemente envolvidos em outras crises globais, como a situação no Irã. Por isso, defendeu o início imediato de negociações de alto nível entre Moscou e Kiev.

O presidente ucraniano sugeriu que o encontro ocorra em um país neutro, citando como possíveis anfitriões a Suíça, a Turquia ou nações do mundo árabe. Segundo ele, os líderes políticos são os únicos capazes de tomar as decisões necessárias para alcançar uma solução definitiva para o conflito.

Como gesto para facilitar as negociações, Zelensky propôs um cessar-fogo total durante o período das conversas. Ele também sugeriu uma ampla troca de prisioneiros de guerra entre os dois países e a repatriação de civis e crianças ucranianas levadas para territórios sob controle russo desde o início da guerra.

Resposta de Putin

A reação do Kremlin veio rapidamente. Inicialmente, o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, confirmou que Putin havia recebido e analisado a carta enviada por Zelensky.

Poucas horas depois,segundo agências internacionais, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Putin rejeitou a proposta de um encontro imediato. O líder russo afirmou que, neste momento, não vê motivo para uma reunião direta com Zelensky e classificou partes da carta como inadequadas para a construção de um diálogo produtivo.

Segundo Putin, uma eventual cúpula entre os dois presidentes só faria sentido após especialistas e negociadores dos dois lados avançarem na elaboração de um acordo de paz abrangente. O presidente russo também reiterou que Moscou busca uma solução permanente para o conflito e não apenas um cessar-fogo temporário.

A negativa evidencia as dificuldades para a retomada de negociações diretas entre os dois países. Apesar de recentes trocas de prisioneiros e de tentativas de mediação internacional, Rússia e Ucrânia continuam distantes de um consenso sobre questões centrais, como territórios ocupados, garantias de segurança e condições para um acordo definitivo de paz.

 

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