Brasília, 13/09/2026

Com estreia de Cebolinha, Santos vence o Cruzeiro

Em jogo sob forte chuva, o Santos jogou como há muito não se via. Assim, venceu o Cruzeiro por 2 a 1, neste sábado, 12/9. Mas deixou em euforia a sua torcida com a melhor atuação da equipe há tempos. Principalmente no primeiro tempo. Inclusive, o placar não espelhou o show que o Peixe deu na Vila Belmiro. Afinal, podia ser mais elástico tamanha a intensidade, as chances de gols e as atuações muito boas de todo o time no esquema com três zagueiros. Além disso, três atuações foram muito boas na frente: Rodinei e Cebolinha de alas e Bontempo chegando ao ataque. Informações do SBT Sports.

Rollheiser e Fabrício Bruno, contra, no primeiro tempo, fizeram os gols de um Peixe que chega aos 35 pontos,  vai se afastando da zona de rebaixamento e está provisoriamente em décimo lugar. O Cruzeiro, por sua vez, descontou nos acréscimos da etapa final com Matheus Pereira. A Raposa sonhava em entrar no G4. Mas parou nos 42 pontos, em sexto lugar.

Um fato curioso: Cebolinha fez a sua estreia pelo Santos com grande atuação, e além disso, levou um amarelo. Desse modo, como ele vinha com dois cartões amarelos de seu período no Flamengo,  neste Brasileiro,  está suspenso para a próxima partida, em Belém, contra o Remo, no sábado.

Neymar, Gabigol e Coutinho acompanham no camarote

Gabigol foi desfalque do Santos por dois motivos: além de estar impedido de enfrentar o Cruzeiro por questões contratuais, já que pertence ao clube mineiro, o atacante também cumpria suspensão. Então, fora do jogo, ele acompanhou a partida no camarote ao lado de Neymar, que se recupera de lesão. Recém-contratado pelo Peixe, Philippe Coutinho também esteve no camarote do 10 para acompanhar a atuação dos novos companheiros. E todos gostaram do que viram, vibrando em muitos lances e comemorando demais os gols.

Santos dá um show no primeiro tempo

O Santos, num esquema com três zagueiros e Rodinei e Everton Cebolinha como alas, fez um primeiro tempo de encher os olhos. E muito disso ocorreu por causa da performance de Bontempo, o santista na Seleção de Ancelotti, e principalmente do estreante da noite, Cebolinha. Afinal, se no Flamengo ele era uma terceira opção de ataque pela esquerda depois de Samuel Lino e Bruno Henrique, no Santos entrou com liberdade para buscar o jogo, fazer jogadas individuais e finalizar muito. Dessa forma, para se ter ideia, foram quatro vezes em que limpou e chutou para lances de grande perigo.

E teve um lance de Bontempo e Cebolinha, aos 27 minutos, que resultou no primeiro gol do Santos. Bontempo fez jogada pela esquerda e cruzou para o chute de Cebolinha. Então, a zaga rechaçou, mas a bola sobrou para Rollheiser chutar de primeira e fazer 1 a 0.
Assim, o gol desnorteou o Cruzeiro, que não conseguia mais achar seu jogo. O Peixe, por sua vez, dava um show. Aos 30, Bontempo quase ampliou. Aos 32, Rodinei recebeu pela direita e cruzou. Fabrício Bruno tentou evitar que a bola chegasse em Bontempo e fez contra: 2 a 0. Além disso, o Santos ainda perdeu duas chances em roubadas de bola, ambas com Rollheiser.

O jogo, mesmo sob forte chuva, começou com os times tocando a bola e buscando o gol. Antes dos cinco minutos, uma chance para cada lado: para o Cruzeiro, uma cabeçada de Kaio Jorge por cima do gol após cruzamento de Tóias pela esquerda; e um chute de Bontempo após passe de Rodinei que passou raspando por toda a pequena área.

O Cruzeiro só conseguiu alguma coisa depois dos 40 minutos, num lance individual de Rojas que Luan Peres salvou quase em cima da linha. Além disso, teve mais um chute de Cebolinha para Otávio voar e salvar. Ou seja, não por acaso a torcida aplaudiu muito o comportamento do Peixe.

Que defesa foi essa, Brazão!

No segundo tempo, o Santos manteve a pegada ofensiva. Mas há de se destacar o que ocorreu aos 12 minutos. Um cruzamento da direita encontrou Matheus Pereira na pequena área. A cabeçada foi certeira, no canto. Mas Brazão fez uma das defesas mais arrojadas da temporada. A bola ainda bateu na sua trave esquerda, antes de a defesa do Santos rechaça-la.

Jogo movimentado até o fim

O Santos respondeu com uma cabeçada de Arão após chuveirinho e um chute de João Schmidt, ambos tirando tinta das traves de Otávio. Depois dos 20 minutos, a chuva virou dilúvio. Ainda assim, o gramado da Vila fazia a bola rolar, e o Santos foi acumulando várias oportunidades. E o goleiro Otávio evitou dois gols certos de Bontempo e Thaciano.

Aos 45 minutos, o Cruzeiro estava quase morto. Mas achou um gol. Após cruzamento, Lucho Rodríguez se jogou na bola, dando a oportunidade para Matheus Pereira descontar. E por pouco não levou o gol do empate, que seria a maior injustiça do ano. Fabrício Bruno cruzou e Zé Lucas cabeceou livre, mas mandou para fora. Sofrimento inesperado. Mas o placar ficou no 2 a 1, e o Santos venceu. Se repetir o jogo (e não perder tantas chances), vai alegrar e muito a sua torcida nesta reta final de temporada.

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