Uma eventual confirmação da condenação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não deve interferir no seu atual mandato, mas pode comprometer os seus planos de disputar a presidência da República em 2026.
A sentença da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) identifica abuso de poder político por parte de Caiado em favor do seu candidato em Goiânia, o prefeito eleito Sandro Mabel, durante a campanha. Ambos são do União Brasil.
A penalidade para abuso de poder político é a declaração de inelegibilidade por oito anos, que começariam a ser contados a partir deste ano. Ou seja, Caiado ficaria inapto a disputar eleições até 2032.O caminho até uma condenação definitiva, entretanto, ainda é longo e incerto. Fontes da Justiça Eleitoral veem boas chances de a decisão ser revertida quando os recursos da defesa forem analisados.
A juíza Maria Umbelina Zorzetti também determinou a cassação de Mabel e de sua vice, Coronel Cláudia (Avante). Porém, até o caso ser concluído (“transitar em julgado”) não há impeditivo para que assumam normalmente em janeiro de 2025.
De acordo com a magistrada, Caiado usou a sede do governo goiano, o Palácio das Esmeraldas, para realizar eventos da campanha de Mabel – o que acabou dando ao candidato uma vantagem da qual o seu opositor, Fred Rodrigues (PL), não poderia usufruir.
Tanto Caiado quanto Mabel negam irregularidades e dizem que a decisão foi desproporcional, na medida em que as reuniões no Palácio das Esmeraldas tiveram caráter “institucional”. (CNN)


