Brasil de Fato – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que rejeita a nova proposta apresentada pelo Irã para tentar encerrar a guerra. Segundo ele, Teerã quer incluir no acordo pontos que Washington considera inaceitáveis.
“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito”, declarou Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida. O presidente disse ainda que a liderança iraniana está “muito desarticulada” e dividida em diferentes grupos.
“Eles fizeram avanços, mas não sei se chegam lá. Estão pedindo coisas inaceitáveis”, afirmou.
A proposta iraniana foi apresentada por meio de mediadores do Paquistão, país que tenta manter aberto o canal de negociação entre Washington e Teerã. Apesar da rejeição pública, Trump elogiou a mediação paquistanesa e disse que as conversas por telefone continuam.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o Irã está disposto a seguir pela via diplomática caso os Estados Unidos mudem o que chamou de “abordagem excessiva”, marcada por ameaças e ações provocativas. Ele também disse que as Forças Armadas iranianas seguem prontas para responder a qualquer ameaça.
Histórico da guerra
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em meio a negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. Na sequência, Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases militares estadunidenses no Oriente Médio, ampliando o conflito para diferentes países da região.
Em abril, o eixo da guerra passou a envolver também o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Como represália aos ataques, o Irã bloqueou quase totalmente a passagem marítima, enquanto os Estados Unidos responderam com bloqueios a portos iranianos e novas ameaças militares de Trump.
As primeiras tentativas de cessar-fogo surgiram no início de abril, com mediação do Paquistão. O acordo provisório previa suspensão dos ataques pelos Estados Unidos e reabertura gradual de Ormuz pelo Irã, mas as negociações seguiram instáveis.
O impasse é marcado pela disputa sobre garantias de segurança, programa nuclear, presença militar dos Estados Unidos na região e continuidade dos ataques israelenses no Líbano. Teerã também apresentou propostas para reabrir a rota marítima e responsabiliza Washington pelo entrave nas negociações.
Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas a Casa Branca mantém a ameaça de novos ataques caso as negociações fracassem.


