Brasília, 17/06/2026

Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra e diz que Teerã pede ‘coisas inaceitáveis’

Brasil de Fato – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que rejeita a nova proposta apresentada pelo Irã para tentar encerrar a guerra. Segundo ele, Teerã quer incluir no acordo pontos que Washington considera inaceitáveis.

“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito”, declarou Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida. O presidente disse ainda que a liderança iraniana está “muito desarticulada” e dividida em diferentes grupos.

“Eles fizeram avanços, mas não sei se chegam lá. Estão pedindo coisas inaceitáveis”, afirmou.

proposta iraniana foi apresentada por meio de mediadores do Paquistão, país que tenta manter aberto o canal de negociação entre Washington e Teerã. Apesar da rejeição pública, Trump elogiou a mediação paquistanesa e disse que as conversas por telefone continuam.

O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o Irã está disposto a seguir pela via diplomática caso os Estados Unidos mudem o que chamou de “abordagem excessiva”, marcada por ameaças e ações provocativas. Ele também disse que as Forças Armadas iranianas seguem prontas para responder a qualquer ameaça.

Histórico da guerra

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em meio a negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. Na sequência, Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases militares estadunidenses no Oriente Médio, ampliando o conflito para diferentes países da região.

Em abril, o eixo da guerra passou a envolver também o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Como represália aos ataques, o Irã bloqueou quase totalmente a passagem marítima, enquanto os Estados Unidos responderam com bloqueios a portos iranianos e novas ameaças militares de Trump.

As primeiras tentativas de cessar-fogo surgiram no início de abril, com mediação do Paquistão. O acordo provisório previa suspensão dos ataques pelos Estados Unidos e reabertura gradual de Ormuz pelo Irã, mas as negociações seguiram instáveis.

O impasse é marcado pela disputa sobre garantias de segurança, programa nuclear, presença militar dos Estados Unidos na região e continuidade dos ataques israelenses no Líbano. Teerã também apresentou propostas para reabrir a rota marítima e responsabiliza Washington pelo entrave nas negociações.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas a Casa Branca mantém a ameaça de novos ataques caso as negociações fracassem.

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