Após ter o nome rejeitado pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União Jorge Messias recebeu forte apoio nas redes sociais, segundo levantamento obtido pela Revista Fórum.
De acordo com o estudo da AtivaWeb DataLab, foram registradas cerca de 44 milhões de manifestações favoráveis entre 27 e 30 de abril, dentro de um universo de quase 69 milhões de menções analisadas em plataformas como Facebook, Instagram, X, TikTok e YouTube. A análise de sentimento apontou predominância de apoio (63,7%), contra 24,5% de menções negativas e 11,8% neutras.
Ainda conforme a Fórum, a rejeição no Senado — por 42 votos a 34 — não se refletiu em rejeição pessoal ao indicado. Pelo contrário, o episódio impulsionou uma reação digital marcada por termos como “injustiça”, “perseguição” e “ataque político”, indicando uma mobilização em defesa de Messias.
O pico das interações ocorreu durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando o nome chegou a ser aprovado antes de ser barrado no plenário. As críticas, por sua vez, concentraram-se mais no processo político e em debates sobre a politização do STF do que na qualificação do advogado.
O levantamento também destaca o papel de influenciadores e parlamentares na amplificação do debate, como o deputado Nikolas Ferreira, cujos conteúdos críticos alcançaram grande alcance nas redes.
Geograficamente, o maior volume de interações partiu de estados com forte presença digital, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A conclusão do estudo, segundo a Fórum, é que, apesar do revés institucional, o saldo nas redes foi amplamente favorável: “a crítica cresceu no pico, mas o apoio venceu no volume”.



