Os Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra alvos iranianos em meio ao clima de tensão envolvendo o frágil cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã. Segundo o jornal britânico, as forças americanas atingiram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas suspeitas de instalar minas no sul do Irã, próximo ao estratégico Estreito de Ormuz, informou o Financial Times
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação foi classificada como uma ação de “autodefesa” para proteger tropas americanas de possíveis ameaças iranianas. Apesar dos ataques, os militares americanos afirmaram que buscaram agir com “moderação” para evitar o colapso do cessar-fogo negociado no início de abril, após semanas de confrontos entre os dois países.
A reportagem destaca que os ataques ocorreram justamente em um momento considerado decisivo para as negociações diplomáticas entre os governos de Donald Trump e do Irã. O presidente americano chegou a afirmar que as conversas estavam avançando “muito bem” e indicou a possibilidade de um novo acordo envolvendo o programa nuclear iraniano. Ainda assim, autoridades iranianas demonstraram cautela e disseram que, embora haja progresso nas negociações, um entendimento definitivo ainda não está próximo.
O Financial Times também relatou impactos imediatos no mercado internacional de energia. Após os ataques, o preço do petróleo Brent subiu cerca de 1,5% nos mercados asiáticos, refletindo a preocupação global com a estabilidade no Oriente Médio e a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
Outro ponto destacado pela publicação foi o aumento das tensões regionais envolvendo Benjamin Netanyahu. O premiê israelense anunciou a intensificação das ações militares contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano. Israel afirmou ter atingido mais de 70 alvos do grupo, ampliando o risco de expansão do conflito no Oriente Médio.
Segundo o Financial Times, o cenário atual mistura pressão militar, negociações diplomáticas delicadas e preocupação econômica global, especialmente diante do temor de uma nova escalada militar envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e grupos aliados na região.


