Os principais hospitais de Caracas enfrentam uma forte pressão após receberem centenas de feridos transferidos do estado de La Guaira, onde o sistema de saúde entrou em colapso em consequência dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira. As unidades Dr. Miguel Pérez Carreño, Periférico de Catia, José María Vargas e Domingo Luciani operam com áreas de emergência e salas de espera lotadas, enquanto familiares buscam informações sobre pacientes internados.
De acordo com o jornal El Nacional, a mobilização de profissionais da saúde e da população tem sido decisiva para manter o atendimento. Médicos, enfermeiros e voluntários trabalham para atender o grande fluxo de vítimas, enquanto moradores têm levado alimentos, água, sucos, roupas e materiais médicos para suprir a escassez de insumos.
O médico residente Rodolfo Salcedo afirmou que os pacientes estão sendo atendidos “com todos os recursos disponíveis”, destacando que as doações da sociedade civil e o apoio de funcionários de instituições públicas têm permitido suprir parte das necessidades mais urgentes.
Já a chefe da emergência matutina do Hospital Pérez Carreño, Dra. Lujuanis Ortega, relatou que setores como traumatologia, neurocirurgia, cirurgia geral, cirurgia cardiovascular e atendimento a pacientes em choque estão operando acima da capacidade. Ela fez um apelo por novas doações, principalmente de equipamentos e materiais destinados ao atendimento pediátrico, como oxímetros, termômetros digitais, analgésicos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, gazes, luvas, máscaras e seringas.
Apesar da sobrecarga provocada pela tragédia, familiares de pacientes ouvidos pelo El Nacional relataram que os feridos têm recebido assistência médica e acesso aos medicamentos e suprimentos necessários, graças ao esforço conjunto das equipes de saúde e da ampla rede de solidariedade organizada pela população.


