Brasília, 15/07/2026

Lula reduz resistência entre evangélicos, enquanto apoio a Flávio Bolsonaro diminui

247 – A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o presidente Lula (PT) reduziu a resistência entre os evangélicos, enquanto o apoio a Flávio Bolsonaro diminuiu nesse segmento. A aprovação do presidente chegou a 37% entre os fiéis, e o senador do PL recuou de 41% para 39% nas intenções de voto em relação a junho.

Segundo o levantamento da Genial/Quaest, Lula ainda enfrenta uma avaliação majoritariamente desfavorável entre os evangélicos, mas os resultados de julho confirmam uma recuperação contínua desde abril. No mesmo período, Flávio perdeu força após alcançar 49% das intenções de voto no grupo em maio.

Aprovação de Lula sobe nove pontos entre evangélicos

A aprovação do trabalho de Lula entre os evangélicos avançou de 28%, em abril, para 30% em maio, 35% em junho e 37% em julho. O crescimento acumulado foi de nove pontos percentuais em três meses.

A desaprovação percorreu o caminho inverso. O índice caiu de 68% em abril para 65% em maio, 60% em junho e 58% na rodada mais recente, uma redução de dez pontos percentuais.

Com esses movimentos, a diferença entre aprovação e desaprovação nesse eleitorado diminuiu de 40 pontos em abril para 21 pontos em julho. O cenário continua negativo para o governo, mas a distância foi praticamente reduzida pela metade.

A melhora entre os evangélicos foi mais intensa do que a observada no conjunto da população. Nacionalmente, a aprovação de Lula passou de 43% para 48% entre abril e julho, enquanto a desaprovação recuou de 52% para 47%.

Em junho, 47% dos brasileiros aprovavam o presidente e 48% desaprovavam. Em julho, os índices se inverteram numericamente, com 48% de aprovação e 47% de desaprovação, embora a diferença permaneça dentro da margem de erro.

Flávio ainda lidera entre evangélicos, mas perde força

Na simulação de primeiro turno, Flávio Bolsonaro permanece à frente de Lula entre os eleitores evangélicos. O senador registra 39% das intenções de voto, contra 26% do presidente, uma vantagem de 13 pontos percentuais.

A distância, no entanto, é menor do que a verificada nas rodadas anteriores. Em abril, Flávio tinha 43% entre os evangélicos, enquanto Lula aparecia com 23%. Em maio, o senador avançou para 49%, ante 25% do presidente.

Desde então, Flávio perdeu dez pontos nesse segmento: caiu para 41% em junho e chegou a 39% em julho. Lula, por sua vez, alcançou 26% em junho e manteve o percentual na nova rodada.

A diferença entre os dois, que chegou a 24 pontos em maio, recuou para 15 pontos em junho e agora está em 13 pontos. Os dados indicam que Lula ainda não rompeu a predominância bolsonarista entre os evangélicos, mas reduziu parte da desvantagem acumulada.

Lula amplia liderança entre católicos

Entre os católicos, o cenário é amplamente favorável ao presidente. Lula aparece com 49% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 24%, uma diferença de 25 pontos.

O desempenho representa avanço expressivo de Lula em relação a junho, quando tinha 43%. Flávio, no mesmo período, caiu de 27% para 24%.

Em abril, Lula também marcava 43% entre os católicos, contra 28% de Flávio. No mês seguinte, o presidente subiu para 48%, enquanto o senador permaneceu em 28%.

A rodada de julho, portanto, registra o melhor resultado de Lula na série entre os católicos e o menor percentual de Flávio nesse eleitorado.

Divisão religiosa permanece central na disputa

Os números revelam que o pertencimento religioso continua associado a diferenças importantes no comportamento eleitoral. Entre os católicos, Lula tem praticamente o dobro das intenções de voto de Flávio Bolsonaro. Entre os evangélicos, o senador mantém a liderança, embora em trajetória de queda desde maio.

Na avaliação do governo, a diferença também é expressiva. Entre os católicos, 53% aprovam o trabalho do presidente, enquanto 42% desaprovam. Já entre os evangélicos, a aprovação está em 37% e a desaprovação, em 58%.

A recuperação de Lula nesse público ocorre em paralelo à melhora de sua posição nacional. No cenário geral de primeiro turno, o presidente lidera com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 120 municípios, entre os dias 10 e 13 de julho. Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

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