A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), cumpriu agenda de campanha no Riacho Fundo II, onde inaugurou seu comitê político e apresentou um balanço das ações realizadas por sua gestão. A 40 dias das eleições, a candidata concentrou o discurso nos investimentos em infraestrutura, saúde, mobilidade e assistência social.
Celina afirmou que o Riacho Fundo II deixou de ser apenas uma “cidade-dormitório” e passou a contar com mais serviços públicos e infraestrutura. Segundo ela, a região enfrentava, no passado, dificuldades como a falta de agências bancárias, postos de combustíveis e comércio suficiente, levando moradores a buscar atendimento no Recanto das Emas.
Entre as realizações destacadas estão a inauguração da maior Unidade Básica de Saúde (UBS) do Distrito Federal, a entrega de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), duas creches, a duplicação da principal via da cidade e a construção de um viaduto aguardado havia anos pela população.
Ao tratar da saúde em todo o DF, Celina informou que, desde que assumiu o governo, foram realizadas 200 mil consultas e 20 mil cirurgias na rede privada, contratada para ajudar a reduzir as filas do sistema público. Os números foram apresentados pela candidata como parte do balanço de sua administração.
Em outro compromisso do dia, Celina recebeu a técnica de enfermagem Emiliane Tamara Nunes Carvalho, vítima de violência e tortura praticadas pelo ex-marido. Emiliane permaneceu cinco dias acorrentada em cativeiro, em Águas Lindas de Goiás, até ser resgatada em 21 de agosto.
Durante o encontro, a governadora se emocionou com o relato da vítima e defendeu o acolhimento das mulheres que denunciam seus agressores. Celina afirmou que Emiliane ainda enfrenta julgamentos e um processo de revitimização, apesar da violência sofrida.
Segundo a governadora, Emiliane e os dois filhos passarão a morar no Distrito Federal e serão atendidos pelo programa Aluguel Social e pelo projeto Viva Flor, destinado à proteção de mulheres em situação de risco. A candidata também colocou a estrutura da Secretaria de Segurança Pública à disposição da família.
Emiliane agradeceu o apoio recebido e afirmou que a falta de condições financeiras dificultava o rompimento definitivo com a situação de violência. Com a assistência anunciada pelo GDF, disse que terá um lugar seguro para morar e a possibilidade de construir um novo futuro para os filhos.

