Brasília, 13/10/2026

Papa tem câncer de pulmão confirmado e passa por cirurgia em Roma

O papa Leão XIV, de 71 anos, teve um câncer de pulmão confirmado nesta terça-feira (13), durante uma cirurgia no Hospital Gemelli, em Roma. Os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito, onde estava localizado o nódulo identificado em exames anteriores. Segundo o Vaticano, a operação foi bem-sucedida, sem complicações, e o pontífice já está no quarto.

O diagnóstico é de adenocarcinoma pulmonar. Conforme o boletim médico divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o exame do tecido realizado durante a cirurgia confirmou a suspeita levantada na avaliação pré-operatória.

A intervenção durou aproximadamente 90 minutos, embora o papa tenha permanecido cerca de três horas na sala de cirurgia, considerando as demais etapas do procedimento. A equipe utilizou uma técnica videoassistida, na qual câmeras auxiliam os cirurgiões na visualização da região operada.

A retirada do lobo inferior — uma das três partes que compõem o pulmão direito — teve como objetivo remover completamente a área tumoral identificada. A operação foi coordenada pelo professor Stefano Margaritora, responsável pela equipe de cirurgia torácica do hospital.

De acordo com o Vatican News, Leão XIV despertou normalmente da anestesia, consciente e orientado. Após um breve período de observação, foi levado ao quarto, no décimo andar do Gemelli, onde iniciou a recuperação.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, informou que o papa pediu o jantar ao retornar ao quarto. O pontífice permanece acompanhado por integrantes da equipe que o auxilia diariamente no Vaticano.

A previsão é de aproximadamente uma semana de internação. Nos próximos dias, serão realizados exames pós-operatórios e uma análise mais detalhada do material retirado. Novas informações sobre a recuperação deverão ser divulgadas nesta quarta-feira (14).

A retirada do tumor não encerra a avaliação médica. Segundo a Associated Press, os resultados adicionais, incluindo a análise dos linfonodos, ainda são necessários para determinar a extensão da doença e orientar eventuais tratamentos complementares. Até o momento, não foi anunciado um plano de quimioterapia.

O próprio Leão XIV revelou a necessidade da cirurgia no domingo (11), após a oração do Angelus, na Praça de São Pedro. Na ocasião, afirmou que o nódulo havia sido detectado em uma fase muito inicial e estava bem localizado. Disse também que decidiu seguir a recomendação dos médicos e pediu orações aos fiéis.
Segundo o Vaticano, a alteração foi encontrada durante exames de rotina. Na segunda-feira (12), antes da internação, o papa manteve as audiências previstas para a manhã. Seus compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro, conforme informou a Reuters.

O adenocarcinoma integra o grupo dos cânceres de pulmão de não pequenas células. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, a escolha do tratamento depende do estágio da doença, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.

Nos casos diagnosticados precocemente, a cirurgia pode ser o principal tratamento. Dependendo dos resultados dos exames, porém, podem ser indicadas terapias adicionais, como quimioterapia, imunoterapia ou medicamentos dirigidos a alterações específicas das células tumorais.

No caso de Leão XIV, a descrição de um nódulo pequeno e localizado foi apresentada pelo próprio pontífice antes da operação. A avaliação definitiva sobre o estágio do câncer e os próximos passos depende dos resultados que a equipe médica ainda deverá divulgar.

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