O governo italiano anunciou o envio de 500 soldados para Milão após manifestações contra o custo de vida terminarem em confrontos com a polícia, vandalismo e saques no último fim de semana. Segundo o jornal britânico The Guardian, novos protestos estão previstos para sábado.
A gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni também prepara medidas de segurança mais rigorosas. Entre as propostas estão ampliar a prisão preventiva de menores, combater gangues juvenis e restringir reuniões de pessoas consideradas uma ameaça à ordem pública, conforme informações da imprensa italiana citadas pelo jornal.
Em Milão, a polícia deteve 271 pessoas durante os distúrbios de sábado e domingo. Desse total, 32 foram presas, entre elas 23 menores de idade. Outras 28 foram encaminhadas às autoridades judiciais. Grupos encapuzados incendiaram lixeiras, quebraram vitrines e saquearam estabelecimentos, inclusive nas proximidades da catedral.
Os episódios de violência ocorreram à margem de uma manifestação inicialmente pacífica. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os grupos. Com receio de novos ataques, lojas do distrito da moda permaneceram fechadas, enquanto marcas como Chanel, Tiffany e Dior retiraram produtos das vitrines.
Na França, o governo também anunciou apoio militar para os protestos previstos para sábado. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, explicou que os soldados serão empregados principalmente para liberar policiais e gendarmes para o trabalho de manutenção da ordem. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu uma presença policial ampliada.
De acordo com o The Guardian, quase 2.400 pessoas foram presas durante a onda de distúrbios na França. As autoridades adotaram toques de recolher em áreas de várias cidades e renovaram restrições em Paris, incluindo a Praça da República e a região comercial de Les Halles.
A polícia parisiense também restringiu o transporte de recipientes com combustíveis e o uso de máscaras e capacetes em determinadas áreas. A dimensão dos confrontos levou países como Estados Unidos, China e Alemanha a emitir alertas de viagem para seus cidadãos.
