Brasília, 17/06/2026

BTG Nexus: Lula lidera no 1º. e empata com Flávio no 2º turno

Luiz Carlos Bordoni

A primeira rodada da pesquisa BTG Nexus sobre a sucessão presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (30), aponta a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas revela um cenário de forte polarização com o senador Flávio Bolsonaro — especialmente no segundo turno.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 27 e 29 de março, com 2.006 eleitores em todas as unidades da Federação.

Primeiro turno: No principal cenário testado, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. A diferença, dentro da margem usual de pesquisas, sinaliza um quadro competitivo desde a largada.

Na sequência, surgem nomes da chamada terceira via, ainda com desempenho modesto: Romeu Zema: 4%; Ronaldo Caiado: 4%; Renan Santos: 2%; Aldo Rebelo: não pontuou. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.

Segundo turno: Se no primeiro turno Lula lidera, no segundo o cenário muda de figura. Em um eventual confronto direto com Flávio Bolsonaro, há empate absoluto: 46% para cada lado. Nos demais cenários, Lula mantém vantagem: contra Zema: 46% a 40%; contra Caiado: 46% a 41%

Polarização mantida

Os números reforçam uma tendência já observada em levantamentos recentes: a disputa presidencial segue ancorada na polarização entre lulismo e bolsonarismo. A presença de nomes alternativos, até aqui, não rompe essa lógica — permanece periférica.

A pesquisa traz dois recados claros:

O primeiro: Luiz Inácio Lula da Silva mantém densidade eleitoral relevante e segue como referência no campo da esquerda.

O segundo: Flávio Bolsonaro demonstra competitividade suficiente para levar a disputa ao limite, herdando e sustentando o capital político do bolsonarismo.

No meio desse embate, nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado ainda buscam espaço — mas, por ora, orbitam à margem de uma disputa que continua, essencialmente, binária.

Em síntese: há liderança, mas não há folga. E, quando há empate no segundo turno, a eleição deixa de ser previsão — passa a ser confronto aberto.

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