A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência poderá facilitar a recuperação do Banco de Brasília (BRB) e acusou seu adversário no segundo turno, Leandro Grass (PT), de divulgar informações falsas sobre sua gestão. Em coletiva à imprensa, Celina também anunciou a busca de financiamento internacional para o banco e disse que sua campanha avalia convites para debates. A governadora e candidata relacionou a nova composição do Congresso e a possibilidade de eleição de Flávio a um cenário mais favorável para enfrentar a crise do BRB. “Eu acho que isso dá um fôlego ainda maior para a gente recuperar o banco”, afirmou. Celina disse que uma equipe do BRB tem uma viagem ao exterior para tratar, entre outros assuntos, da busca de financiamento internacional. Não informou valores, instituições envolvidas ou condições da operação. “Quando o governo quer ajudar, as formas são várias”, declarou, ao defender que uma mudança no comando do Executivo federal poderá ampliar as alternativas de recuperação. Questionada sobre suas propostas para o banco caso seja reeleita, Celina respondeu que as medidas já estão em andamento. Citou ações judiciais relacionadas à obtenção de aval da União e atribuiu as dificuldades a uma disputa política e partidária com o governo federal. Balanço BRB A governadora também afirmou que a divulgação do balanço do BRB depende da assinatura de um acordo, sem detalhar seus termos. “O balanço do BRB nunca esteve atrelado ao calendário eleitoral. Sempre esteve atrelado à saúde financeira do banco”, sustentou. Segundo Celina, a perspectiva de vitória de Flávio já teria contribuído para melhorar a liquidez da instituição. Na coletiva, ela não apresentou números para demonstrar essa avaliação. Ataques de Grass Ao ser questionada sobre declarações de Grass a respeito da crise, a candidata reagiu com críticas ao petista. Disse que o adversário utiliza dados falsos e deveria procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar a construir uma solução para o BRB. Celina afirmou que pretende responder às acusações com informações sobre sua administração. “Ele vai falar a mentira dele, eu vou responder com a verdade”, declarou. Debates Sobre os debates do segundo turno, Celina informou ter recebido 16 pedidos e disse que a equipe de comunicação decidirá quais compromissos serão atendidos. Não confirmou, naquele momento, sua participação em um encontro específico. A candidata voltou a reconhecer a necessidade de reforçar que seu número na urna é 11. Afirmou que a presença de candidatos de partidos diferentes em uma mesma aliança pode levar eleitores a associar toda a chapa ao número 22, do PL. “Eu acho que a minha missão é comunicar isso melhor”, disse. Celina defendeu que a campanha combine a divulgação do número com a apresentação das ações de governo. Apoios Na articulação de apoios, relatou ter recebido em seu comitê integrantes do grupo político de José Roberto Arruda. Segundo ela, participaram pessoas que não haviam se mobilizado no primeiro turno. A declaração se refere ao apoio desse grupo, sem anunciar uma adesão pessoal de Arruda. Celina também mencionou conversas com Kiko e com seu partido, além da previsão de um novo encontro. Não apresentou, na coletiva, um acordo concluído. Educação Já na área de educação, prometeu ampliar gradualmente o ensino integral e alcançar toda a rede do Distrito Federal em quatro anos. Defendeu a valorização dos profissionais e citou nomeações de concursados como parte das ações de sua gestão. Saúde e Transporte Na saúde, afirmou que o governo realizou 20 mil cirurgias e 200 mil consultas em quatro meses. Utilizou esses números para contestar as críticas do adversário e defender a continuidade de sua administração. Sobre transporte, reiterou que pretende implantar a gratuidade de forma gradual, começando pelas pessoas que mais precisam. Disse que a medida depende de uma revisão dos contratos e de uma auditoria para identificar possibilidades de redução de despesas. Ao pedir apoio aos eleitores de centro e aos que não votaram no primeiro turno, Celina procurou apresentar sua candidatura como uma escolha baseada nas entregas de governo. “Eu quero o voto do trabalho”, afirmou.


