Brasília, 06/06/2026

 Díaz-Canel denuncia novas sanções dos EUA contra Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou novas medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades, instituições e empresas cubanas, classificando a iniciativa como mais um capítulo da política de pressão exercida por Washington sobre a ilha caribenha. Informações do jornal cubana Granma.

Segundo Díaz-Canel, as recentes sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA têm como objetivo reforçar o bloqueio econômico imposto a Cuba e ampliar o clima de tensão entre os dois países. Em publicação nas redes sociais, o presidente cubano afirmou que as medidas fazem parte de uma estratégia para dificultar o desenvolvimento econômico do país e aumentar as dificuldades enfrentadas pela população.

De acordo com o líder cubano, a inclusão de novos dirigentes, organizações da sociedade civil e empresas estatais em listas de sanções representa uma escalada da política de hostilidade norte-americana. Ele argumentou que as ações se somam a outras medidas coercitivas adotadas nas últimas semanas e que, na visão do governo cubano, afetam diretamente o cotidiano dos cidadãos da ilha.

Díaz-Canel declarou ainda que Cuba continuará resistindo às pressões externas e afirmou que o país está preparado para enfrentar cenários ainda mais adversos. Segundo ele, a política dos Estados Unidos não conseguirá alterar a determinação do governo e do povo cubano em defender sua soberania e independência.

As críticas também foram reforçadas pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla. Em manifestação pública, o ministro condenou a inclusão do presidente cubano, de integrantes de sua família e de diversas instituições nacionais nas listas de sanções norte-americanas.

Rodríguez afirmou que a medida faz parte de uma estratégia dos Estados Unidos para apresentar Cuba como uma ameaça à segurança nacional americana, acusação que Havana rejeita categoricamente. Segundo o chanceler, qualquer tentativa de criar um cenário de confronto entre os dois países está destinada ao fracasso.

O governo cubano sustenta que as novas sanções aprofundam os efeitos do embargo econômico mantido pelos Estados Unidos há mais de seis décadas, considerado por Havana o principal obstáculo ao crescimento econômico da ilha. Nos últimos anos, Cuba tem enfrentado dificuldades relacionadas à escassez de alimentos, medicamentos, combustíveis e energia elétrica, situação que as autoridades atribuem, em grande parte, às restrições econômicas impostas por Washington.

As novas medidas surgem em um momento de relações particularmente tensas entre os dois países. Apesar de algumas tentativas de diálogo em temas migratórios e de segurança regional, Cuba e Estados Unidos continuam divergindo profundamente em questões políticas, econômicas e de direitos humanos.

Para o governo cubano, as recentes sanções demonstram a continuidade de uma política de pressão que busca enfraquecer o sistema político da ilha. Já autoridades norte-americanas argumentam que as medidas têm como objetivo responsabilizar dirigentes e entidades vinculadas a ações consideradas contrárias aos interesses e valores defendidos pelos Estados Unidos.

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