Brasília, 06/06/2026

Disputa presidencial na Colômbia entra na reta final com busca por apoios decisivos

A campanha para o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, marcado para 21 de junho, entrou em uma fase decisiva, com os candidatos Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda intensificando a articulação política em busca do apoio de partidos e lideranças que ficaram de fora da disputa final. Informações do El Espectador.

De la Espriella, identificado com a direita colombiana, consolidou uma ampla aliança com partidos tradicionais do país, incluindo o Centro Democrático, o Partido Conservador, o Partido da U e o Mudança Radical. A estratégia busca reunir o eleitorado de centro-direita e setores mais conservadores em torno de sua candidatura.

Do outro lado, Iván Cepeda vem ampliando seu diálogo com legendas progressistas e de centro-esquerda. O candidato recebeu sinalizações positivas de partidos como a Aliança Verde e a Esperança Democrática, além de buscar aproximação com importantes lideranças independentes.

Entre os apoios mais disputados estão os da ex-prefeita de Bogotá, Claudia López, do ex-governador e ex-candidato presidencial Sergio Fajardo e do ex-candidato Juan Daniel Oviedo. Esses dirigentes representam um eleitorado de centro considerado estratégico para definir o resultado da eleição.

Segundo declarações de Oviedo ao jornal El Espectador, o debate político tem começado a incorporar propostas defendidas por setores moderados durante a campanha do primeiro turno. Um dos temas centrais é a rejeição à convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, assunto que gerou preocupação em parte do eleitorado colombiano.

Tanto Iván Cepeda quanto o presidente colombiano Gustavo Petro já afirmaram publicamente que não pretendem convocar uma Constituinte, em uma tentativa de reduzir resistências entre os eleitores de centro. Ainda assim, propostas relacionadas à implementação de um acordo de paz abrangente continuam sendo defendidas por setores progressistas e permanecem no centro do debate político.

Nos últimos dias, a campanha também tem sido marcada por discussões sobre segurança pública, combate ao narcotráfico, crescimento econômico e geração de empregos. Analistas políticos apontam que esses temas deverão dominar os debates finais antes da votação, especialmente diante da preocupação dos colombianos com a violência em algumas regiões do país e os desafios econômicos enfrentados pelo governo.

Pesquisas divulgadas pela imprensa colombiana indicam uma disputa acirrada, sem um favorito absoluto para o segundo turno. O cenário reforça a importância dos apoios conquistados entre os candidatos derrotados na primeira rodada e aumenta o peso do voto dos eleitores indecisos.

A expectativa é que as próximas semanas sejam marcadas por intensas negociações políticas, alianças regionais e debates programáticos, fatores que poderão ser decisivos para definir quem comandará a Colômbia pelos próximos anos.

 

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