O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que concluiu uma ampla operação militar contra o Irã, realizada por ordem do presidente Donald Trump. De acordo com o comunicado, as forças americanas atingiram 140 alvos militares, incluindo instalações de mísseis e drones, capacidades navais e sistemas de vigilância costeira. Washington afirmou que a ofensiva teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações civis e comerciais e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Segundo a NBC News, antes do anúncio americano, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, alegando que a medida era uma resposta à “interferência ilegal de atores estrangeiros”. O grupo afirmou ter disparado contra um navio que, segundo sua versão, navegava por uma rota não autorizada e com os sistemas de rastreamento desligados, além de anunciar que nenhuma embarcação poderia transitar pela região até o fim da presença militar dos EUA.
Enquanto o Irã sustenta que o estreito está fechado e promete responder a novos ataques, o CENTCOM afirma que a importante via marítima continua aberta ao tráfego internacional e que as forças americanas permanecem posicionadas para assegurar a livre navegação. A Guarda Revolucionária também declarou ter retaliado os ataques dos EUA com lançamentos de mísseis contra alvos militares na Jordânia, Kuwait, Catar e Omã.
A reportagem destaca ainda que o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes do conflito, tornando a escalada militar um fator de preocupação para a segurança energética internacional.
Segundo a NBC News, o cenário de tensão se agravou após a morte do aiatolá Ali Khamenei nos ataques iniciais da guerra. Seu sucessor como Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingar a morte do pai, aumentando as preocupações com uma possível ampliação do conflito na região.
