Os Estados Unidos realizaram neste domingo (30) o primeiro ataque conhecido contra o território iraniano desde o fim de julho. A ação atingiu dois lançadores operados pela Guarda Revolucionária na ilha de Larak, localizada no estratégico Estreito de Ormuz.
Segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, militares iranianos foram observados preparando os equipamentos para lançar foguetes destinados à colocação de minas marítimas no estreito. Washington afirmou que a operação teve como objetivo impedir uma nova ameaça à navegação internacional.
A imprensa iraniana informou que o ataque teria sido realizado com drones. A Guarda Revolucionária confirmou que houve mortos e feridos entre militares e civis, mas não apresentou um balanço detalhado nem permitiu a verificação independente das informações.
Em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana, a força militar classificou a ofensiva como uma grave agressão e prometeu responder. Teerã, porém, não informou quando nem de que maneira pretende retaliar, segundo outra reportagem da Reuters.
O ataque interrompe um período de cerca de um mês sem ações militares americanas conhecidas dentro do Irã. Conforme a Associated Press, o episódio representa uma nova escalada em um conflito que já dura mais de seis meses e mantém em alerta as forças militares de toda a região.
A ilha de Larak ocupa uma posição estratégica próxima às principais rotas de navegação do Estreito de Ormuz. Antes da guerra, aproximadamente 20% do petróleo e do gás comercializados mundialmente passavam pela região. Por isso, qualquer tentativa de instalar minas ou restringir ainda mais o tráfego marítimo pode provocar impactos imediatos no preço da energia e no comércio internacional.
Os Estados Unidos afirmaram ter concluído recentemente a retirada de minas da principal rota comercial do estreito e advertiram que reagiriam a novas tentativas iranianas de bloquear a passagem. A promessa de retaliação de Teerã, entretanto, aumenta o risco de uma nova sequência de ataques entre os dois países.

