O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) participará da COP30 com uma programação que inclui mesas-redondas, palestras e lançamentos de publicações entre os dias 12 e 17 de novembro de 2025. A presença do Inpa na conferência visa ampliar a participação da ciência amazônica nos debates sobre biomas, biodiversidade e mudanças climáticas. Informações do RealTime1.
As atividades ocorrerão em diferentes espaços do evento, como a Casa da Ciência – MCTI, instalada no Museu Paraense Emílio Goeldi, além de áreas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Red Bioamazonia, Embrapa (Agrizone) e pavilhões internacionais, como o da França, na zona azul da conferência.
“Levaremos à COP30 as contribuições do INPA para a ciência climática brasileira, com ênfase nos estudos que buscam desvendar os fenômenos resultantes das interações solo-floresta-atmosfera”, afirmou Henrique dos Santos Pereira, diretor do Inpa.
A delegação do Inpa será composta por pesquisadores como Adalberto Val, Fernanda Werneck, Henrique dos Santos Pereira, José Francisco de Carvalho e Magali Pinto e Philip Fearnside.
O Museu Goeldi será o principal ponto de atuação da equipe durante a conferência.
Participação do Inpa na COP30
“Estaremos ocupando diversos espaços, o principal deles o Museu Goeldi, que se tornará a sede do MCTI durante a COP30. Também estaremos no BID, na Red Bioamazonia, na zona azul e na Agrizone da Embrapa”, destacou Henrique.
A programação começa no dia 12 de novembro, com a mesa “Mudanças Climáticas e a Resiliência dos Biomas da Amazônia, Caatinga e Cerrado”, com participação de Henrique Pereira, ao lado de José Ethan de Lucena Barbosa (UFPA), Mauro Oliveira Pires (MMA) e Cláudio Almeida (Inpe).
A moderação será de Eliomar Cunha, e o debate abordará a integração entre ciência e políticas públicas na adaptação dos biomas brasileiros às novas condições climáticas.
No dia 13, a pesquisadora Fernanda Werneck estará na mesa “Adaptações às mudanças climáticas – Soluções baseadas na natureza”, com representantes do Inpe, OTCA e IDSM.
O cientista Philip Fearnside ministrará a palestra “Vulnerabilidades do bioma amazônico”. No mesmo dia, Magali Pinto participará da mesa “Comunicação científica amazônica no combate ao negacionismo climático”, ao lado de pesquisadores da UFAM, MPEG e Universidade de Birmingham.
No mesmo dia, o pesquisador Philip Fearnside ministra a palestra magna “Vulnerabilidades do bioma amazônico”, e a pesquisadora Magali Pinto participa da mesa “Comunicação científica amazônica no combate ao negacionismo climático”, ao lado de especialistas da Ufam, Museu Paraense Emilio Goeldi e Universidade de Birmingham.
Em 14 de novembro, o pesquisador José Francisco de Carvalho coordenará a mesa “Mudanças climáticas e impactos na produção de grãos”, discutindo os efeitos do aquecimento global sobre a agricultura brasileira.
No dia 17 e o biólogo Adalberto Val apresentará a palestra “Biodiversidade e mudanças climáticas na Amazônia”, destacando o papel da pesquisa na transição ecológica e na consolidação da bioeconomia amazônica.
O Inpa também participará do evento “Caminos hacia la Ciencia Panamazónica”, promovido pela Red Bioamazonia em 15 de novembro, na Estação Amazônia Sempre, voltado à integração científica entre instituições da Pan-Amazônia.
Eixos temáticos de atuação do Inpa na COP30
A presença do INPA na COP30 está organizada em quatro eixos principais:
| Eixo | Representantes | Foco Principal |
|---|---|---|
| Biodiversidade e conservação | Philip Fearnside, Adalberto Val | Sustentabilidade, mitigação e transição ecológica |
| Adaptação e resiliência climática | Henrique dos Santos Pereira, Fernanda Werneck, José Francisco de Carvalho | Soluções baseadas na natureza e políticas de adaptação |
| Comunicação científica | Magali Pinto | Combate à desinformação e fortalecimento da ciência pública |
| Integração pan-amazônica | Representante institucional (Red Bioamazonia) | Cooperação regional e ciência colaborativa na Amazônia |
Com 70 anos de história, o INPA reafirma seu papel como referência científica internacional e reforça o protagonismo da Amazônia nas discussões sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

