Brasília, 01/11/2026

Kassab condiciona aproximação com Lula à agenda econômica

O PSD pode estreitar a relação com o governo Lula no novo mandato, desde que o Planalto adote medidas econômicas voltadas ao equilíbrio fiscal e capazes de conquistar a confiança do centro político. A sinalização foi feita pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, que afirmou já ter sido procurado pelo governo.

Em entrevista a Thiago Prado, na newsletter Jogo Político, de O Globo, reproduzida pelo portal Área VIP, Kassab defendeu a manutenção dos compromissos sociais acompanhada de responsabilidade nas contas públicas. O dirigente citou Antonio Palocci e Henrique Meirelles como referências na condução da economia.

Embora tenha afirmado que assumir um ministério não está em seus planos atuais, Kassab deixou aberta a possibilidade de voltar ao Executivo. Ele lembrou que já comandou duas pastas e disse que se sentiria honrado com uma nova participação no governo.

O presidente do PSD ressaltou que o partido ocupou ministérios no terceiro mandato de Lula sem integrar formalmente a base governista. Segundo ele, a legenda também já havia demonstrado disposição para avaliar convites do Planalto a seus filiados.

Na avaliação sobre a disputa presidencial, Kassab atribuiu parte da derrota de Flávio Bolsonaro à dificuldade de ampliar o apoio entre os eleitores de centro. Para o dirigente, propostas consideradas radicais e a postura do candidato nos debates prejudicaram essa aproximação, enquanto Lula conseguiu dividir esse eleitorado com o adversário.

Kassab também avaliou que a campanha petista explorou com eficiência o receio de uma volta do bolsonarismo ao poder. Nesse contexto, destacou o peso das manifestações de rua e da mobilização digital conduzida pelo deputado André Janones. Apesar do resultado eleitoral, o dirigente considera que a polarização permanece no país.

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