O presidente do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, afirmou na quinta-feira (13) que o candidato Flávio Bolsonaro tem “chance zero” de vitórias nas eleições de outubro. Kassab também acredita que os partidos do Centrão não estão neutros na eleição presidencial e, na avaliação dele, estão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não tem a menor chance”, afirmou Kassab, durante encontro com empresários em Higienópolis, na região central de São Paulo. Informações do G1.
Na avaliação de Kassab, Flávio Bolsonaro ainda está sendo preservado de parte dos desgastes que deverá enfrentar durante a campanha. Para ele, a situação será diferente quando a disputa eleitoral começar oficialmente e os adversários passarem a explorar a trajetória do candidato do PL e as pessoas que fazem parte de seu entorno político.
“Na hora em que o jogo começar, em que o PT mostrar quem é o Flávio, as pessoas no entorno dele, ele vai desabar”, declarou.
O presidente do PSD também afirmou que os partidos do Centrão “deram um presente” ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao abrirem mão de uma candidatura própria à Presidência. Segundo Kassab, a decisão aumentou o tempo de propaganda eleitoral disponível para o candidato do PSD.
“Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, afirmou.
As declarações foram dadas durante um encontro de Kassab e Caiado com empresários, promovido por Andrea Matarazzo, para apresentar as propostas da chapa que disputa a Presidência da República.
Mais de 200 empresários e aliados participaram do evento, representando setores como agropecuária, indústria e mineração. Kassab e Caiado dividiram o palco com Aldo Rebelo, coordenador político da campanha.
Entre os convidados estavam a socialite Narcisa Tamborindeguy, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim e o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.
Caiado concentrou seu discurso na experiência política e administrativa, destacou os altos índices de aprovação de sua gestão em Goiás e fez críticas a Lula e Flávio Bolsonaro. O candidato afirmou ainda que pretende governar para “pacificar o Brasil”.


