Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) já recebeu R$ 3,4 milhões de dinheiro público para a campanha, segundo os dados declarados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todo o valor tem como origem o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), repassado pelo PL. A ex-primeira-dama também declarou o maior patrimônio entre os treze candidatos ao Senado no DF, de R$ 4,4 milhões.Informações do Brasil de Fato.
A segunda maior receita registrada é da senadora Leila do Vôlei (PDT). No total, R$ 3 milhões foram repassados pela Direção Nacional do PDT e R$ 50 mil pela Direção Nacional do Psol. Na sequência aparece a deputada federal Bia Kicis (PL), que recebeu R$ 2.048.000 do próprio partido.
Sebastião Coelho (Novo) também já possui receitas registradas no sistema eleitoral. O candidato recebeu R$ 206.093,20. Desse total, R$ 150 mil vieram da Direção Nacional do Novo, R$ 29.376,20 foram doações de pessoas físicas, R$ 10 mil são recursos próprios e R$ 16.717 correspondem a financiamento coletivo.
Marley Mendonça (Avante) registrou R$ 125 mil em receitas, valor integralmente repassado pela Direção Nacional do Avante. Eduardo Rennó Zanata (PSTU) declarou R$ 10 mil, também provenientes da direção nacional do partido. Tiago Társis (Agir) registrou R$ 3.500 em recursos próprios.
Até o momento, os demais candidatos ainda não têm receitas de campanha registradas no sistema da Justiça Eleitoral. O FEFC é um fundo público dividido entre os partidos políticos para financiar as campanhas eleitorais. Os partidos, por sua vez, têm liberdade para definir os critérios de distribuição entre seus candidatos.
Patrimônio declarado
Michelle também lidera entre os candidatos em patrimônio declarado. Dos R$ 4.486.170,75 informados à Justiça Eleitoral, cerca de R$ 4,15 milhões estão em uma aplicação financeira e outros R$ 301,6 mil em um fundo de investimento. A candidata também declarou um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
Bia Kicis aparece na segunda posição, com R$ 1.330.688,17 em bens. Em seguida está Ronaldo Fonseca (PSD), com R$ 1.245.536,53. Tiago Társis declarou R$ 856.146,02 em patrimônio.
Erika Kokay (PT) informou R$ 483.951,22 em bens, enquanto Guto Felício dos Santos (PSDB) declarou R$ 441.601,49. Sebastião Coelho aparece com R$ 390 mil, seguido por Professor Guilherme Amorim (UP), com R$ 358.409,50, e David Horn (PCO), com R$ 353 mil.
Leila do Vôlei, apesar de estar entre as candidaturas com maior volume de recursos de campanha registrados, declarou R$ 170.900,43 em patrimônio. Avenir Rosa, Marley e Zanata informaram não possuir bens a declarar.
Recursos ainda podem aumentar
Os valores de campanha são atualizados conforme candidatos e partidos registram novas receitas e despesas. Por isso, o ranking de arrecadação ainda pode mudar durante a disputa. Pelas regras da Justiça Eleitoral, candidatos e partidos devem informar os recursos financeiros recebidos em até 72 horas. As movimentações são registradas no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), do Tribunal Superior Eleitoral.
A prestação parcial das contas das Eleições 2026 deverá ser enviada entre 9 e 13 de setembro, com informações sobre receitas, despesas e recursos estimáveis em dinheiro registrados até 8 de setembro. Os dados serão disponibilizados para consulta pública pela Justiça Eleitoral.
A prestação final será apresentada após a eleição. No primeiro turno, candidatos e partidos terão até 30 dias depois da votação para entregar as contas. Em caso de segundo turno, as candidaturas que participarem da nova votação terão até 20 dias após o segundo turno para apresentar as contas referentes aos dois turnos.
O Distrito Federal elegerá dois senadores neste ano. Ao todo, 13 candidaturas disputam as vagas: Michelle Bolsonaro (PL), Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL), Erika Kokay (PT), Ronaldo Fonseca (PSD), Sebastião Coelho (Novo), Avenir Rosa (Democrata), Guto Felício dos Santos (PSDB), David Horn (PCO), Marley (Avante), Professor Guilherme Amorim (UP), Tiago (Agir) e Zanata (PSTU).

