Brasília, 13/07/2026

Michelle decidirá com Bolsonaro a candidatura ao Senado pelo DF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda não definiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. Segundo aliados, a possibilidade permanece indefinida, com avaliações divididas entre a conveniência e os desafios de uma candidatura. A decisão final será tomada em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com informações da CNN Brasil

Nos bastidores, integrantes do PL afirmam que Michelle pretende avaliar os impactos práticos da campanha sobre sua agenda nacional. Caso concorra ao Senado, ela terá de conciliar os compromissos eleitorais no Distrito Federal com as viagens pelo país para apoiar candidatos da legenda, função que vem desempenhando desde que assumiu protagonismo político dentro do partido.

Outro fator considerado decisivo é a situação de Jair Bolsonaro. Desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar, Michelle tem dedicado parte significativa do tempo aos seus cuidados, reduzindo sua disponibilidade para atividades políticas e deslocamentos.

A decisão judicial que concedeu a prisão domiciliar, mantida por tempo indeterminado pelo ministro Alexandre de Moraes, estabelece que Bolsonaro só pode receber familiares e advogados, além de manter restrições ao uso de celulares e das redes sociais. A defesa chegou a pedir a ampliação das regras de visitação para permitir livre acesso dos filhos do ex-presidente, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro.

A expectativa entre dirigentes do PL é de que Michelle anuncie sua decisão antes do período das convenções partidárias, marcado entre 20 de julho e 5 de agosto. A definição é considerada estratégica para o partido, que pretende fortalecer sua chapa ao Senado no Distrito Federal.

Apesar das incertezas, Michelle continua sendo apontada por dirigentes do PL como um dos principais nomes da legenda para a disputa, em razão de sua popularidade entre o eleitorado conservador e do papel que passou a desempenhar na articulação política da sigla.

Crise familiar e incertezas no PL

 A definição sobre o futuro político de Michelle Bolsonaro também ocorre em meio a um período de desgaste nas relações internas da família Bolsonaro. Nas últimas semanas, divergências entre a ex-primeira-dama e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganharam força nos bastidores do partido e passaram a preocupar dirigentes da legenda.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a atuar para tentar reaproximar Michelle e Flávio, defendendo a pacificação do grupo diante da proximidade das eleições. Embora o diálogo tenha sido retomado, aliados afirmam que o clima ainda está longe de ser totalmente harmonizado.

A avaliação dentro do partido é de que a unidade da família Bolsonaro será fundamental para a estratégia eleitoral da direita, especialmente diante da necessidade de coordenar candidaturas majoritárias e manter a mobilização da base conservadora. Por isso, a decisão de Michelle sobre disputar ou não o Senado é vista como parte de um processo mais amplo de reorganização política e familiar do grupo.

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