Brasília, 02/11/2026

PL deve lançar Marinho contra Alcolumbre no Senado

O PL deve anunciar na quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado, apesar das articulações de Davi Alcolumbre (União-AP) para atrair votos da oposição e conquistar a reeleição. A disputa ocorrerá em fevereiro de 2027. Segundo o g1, a legenda terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores.

Alcolumbre tem discutido a possibilidade de pautar uma anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro. A iniciativa poderia aproximá-lo dos oposicionistas e reduzir a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A estratégia divide o PL. Uma liderança ouvida pela reportagem defende negociar antes de lançar candidatura própria, diante do risco de uma derrota deixar o partido sem o comando de comissões importantes, como ocorreu após a disputa de 2023. A maioria da legenda, porém, mantém o apoio a Marinho.

A oposição também enfrenta uma possível divisão de votos. Tereza Cristina (PP-MS) reafirmou ao g1 que pretende disputar o cargo e se tornar a primeira mulher a presidir o Senado. Sua candidatura conta com o apoio de Michelle Bolsonaro, senadora eleita pelo Distrito Federal.

Entre oposicionistas, há a avaliação de que a carta em que Flávio Bolsonaro se declarou “presidente eleito”, posteriormente alterada, enfraqueceu Marinho, coordenador de sua campanha presidencial. Esses parlamentares questionam a autonomia que ele teria para comandar o Senado diante da influência de Flávio, que está nos Estados Unidos.

Um interlocutor de Alcolumbre afirma que o presidente já reúne pelo menos os 41 votos necessários à vitória, incluindo apoios dentro do PL. Essa contagem, entretanto, é uma avaliação de bastidor. Alcolumbre ainda pretende conversar com outros setores da oposição e com Michelle.

A negociação sobre a anistia também enfrenta resistência. Embora tenha defensores entre governistas, como Otto Alencar (PSD-BA), a proposta encontra oposição em partidos como o MDB.

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