O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu, nesta quarta-feira (16), a prisão de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que estejam envolvidos no escândalo do extinto Banco Master. Informações da CNN.
“Todos os ministros envolvidos no escândalo Master precisam ser afastados, presos. O próximo presidente da República não pode ter nenhum tipo de rabo preso ou envolvimento nesses escândalos, de modo a ter total liberdade para mobilizar o Senado e a população pela queda desses magistrados”, disse Renan durante evento em Londrina (PR).
O candidato do Missão também defendeu uma reforma no Poder Judiciário, já que o STF é considerado a instância máxima de poder no país.
“Nós vamos fazer uma reforma que eu venho propondo, que diminua os poderes do STF e que voltemos a ter no Brasil um sistema que a gente chame de contra-peso, em que o Senado consiga fiscalizar o STF”, completou.
A fala de Renan ocorre um dia após o STF realizar uma sessão extraordinária — considerada histórica — para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A sessão começou com cerca de trinta minutos de atraso, às 10h34, na terça-feira (15), e se destacou pelas trocas de acusações e pela exposição de uma racha entre os ministros da Corte.
Logo na primeira parte da sessão, os ministros Flávio Dino e o presidente do STF, Edson Fachin, protagonizaram um bate-boca após Dino interromper uma fala de Dias Toffoli.
Além deles, Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux e André Mendonça também discutiram no Tribunal em diferentes ocasiões. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.



