Brasília, 27/08/2026

Expo Hip Hop leva cultura urbana a escolas públicas do DF

A cultura Hip Hop ganhou espaço em seis escolas públicas de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol com a realização da 3ª Expo Hip Hop Brasil nas Escolas. Gratuita e integrada à rotina das unidades de ensino, a iniciativa oferece palestras, oficinas, vivências artísticas e apresentações culturais para cerca de 2 mil estudantes.

As atividades são realizadas nos turnos matutino e vespertino no CEF 34, CEF 10, CEF 16, CEF 35, na Escola Classe Juscelino Kubitschek e no CED 14. O objetivo é aproximar crianças, adolescentes e jovens das diferentes manifestações da cultura urbana por meio do contato direto com artistas, arte-educadores e profissionais ligados à cena do Hip Hop no Distrito Federal.

A programação reúne 12 palestras socioeducativas, 12 oficinas e ações formativas e outras 12 apresentações culturais. Os estudantes participam de atividades relacionadas à dança de rua, ao rap, ao breaking e ao trabalho dos DJs. Os encontros também discutem cidadania, inclusão, diversidade, cultura de paz e valorização da produção cultural das comunidades.

Entre os convidados está o B-Boy Toddy, dançarino de breaking com participação em competições nacionais e internacionais. A programação conta ainda com Fugazzi, representante do Distrito Federal em batalhas de rima, além dos grupos Tropa de Elite e Conexão Fatal.

Segundo o coordenador-geral do projeto, Vanderlei Inácio, a presença de artistas com trajetória reconhecida permite que os estudantes encontrem referências próximas de sua própria realidade.

“Eles têm a oportunidade de conhecer essas trajetórias, trocar experiências e perceber que a arte e a cultura também podem ser caminhos de formação e de futuro”, afirma.

A iniciativa busca mostrar que o Hip Hop, além de sua dimensão artística, pode criar oportunidades de qualificação, trabalho e desenvolvimento de novas habilidades. A aproximação com profissionais do setor também apresenta aos estudantes possibilidades de atuação na cultura e na economia criativa.

Com presença histórica nas periferias do Distrito Federal, o Hip Hop é tratado pelo projeto como instrumento de expressão, pertencimento, educação não formal, denúncia social e protagonismo juvenil. Ao entrar nas escolas, a manifestação cultural ajuda a valorizar a produção artística das próprias comunidades e a fortalecer a identidade dos alunos.

A realização das atividades dentro das unidades de ensino também procura reduzir as barreiras de acesso à cultura, especialmente as dificuldades de deslocamento para outros pontos do Distrito Federal.

“A escola pública é um espaço fundamental para democratizar o acesso à cultura. Quando levamos essas ações para dentro da escola, conseguimos aproximar a arte do cotidiano dos alunos e criar um espaço para que eles conheçam novas linguagens, expressem suas ideias e reconheçam o potencial cultural que existe dentro das próprias comunidades”, ressalta Vanderlei Inácio.

Além de atender diretamente os estudantes, a Expo Hip Hop mobiliza diferentes segmentos da cadeia cultural, com a participação de artistas, oficineiros, palestrantes, técnicos, produtores, comunicadores e fornecedores. O projeto também desenvolve ações relacionadas à diversidade, inclusão, acessibilidade e cultura de paz.

A 3ª Expo Hip Hop Brasil nas Escolas é realizada pelo Instituto de Empoderamento Social, em parceria com o Ministério da Cultura. A programação prossegue até 4 de setembro.

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