Brasília, 07/03/2026

Delcy Rodríguez e irmão negociaram com Trump antes de Maduro cair

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez

presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e seu irmão Jorge Rodríguez, que é o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, prometeram que iriam cooperar com o governo Trump após a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que ocorreu no dia 3 de janeiro, em operação dos Estados Unidos em Caracas.

A informação foi publicada nesta quinta-feira (22), pelo The Guardian.

O jornal britânico cita quatro fontes envolvidas nas negociações. Segundo elas, Delcy e Jorge, garantiram a autoridades do Catar e dos Estados Unidos que receberiam bem a deposição de Maduro.

A conversa com os americanos e Delcy, que era vice-presidente de Maduro, teria começado em setembro do ano passado e continuado depois da ligação entre Maduro e o presidente Donald Trump, em novembro.

De acordo com uma fonte que falou com o The Guardian em dezembro, a então vice-presidente teria dito durante as conversas com autoridades dos Estados Unidos, que o ditador “precisava sair” e que ela “lidaria com as consequências”.

Mesmo tendo aceitado cooperar após a captura de Nicolás Maduro, as fontes afirmam que os irmãos não concordaram em ajudar os EUA a derrubá-lo.

Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela  logo em seguida à captura, na segunda-feira (5), em uma cerimônia na Assembleia Naciona l do país.

Também tomaram posse 283 parlamentares eleitos em maio do ano passado. A única parlamentar ausente foi a primeira-dama Cilia Flores, capturada junto com Maduro.

A Casa Branca e o governo venezuelano foram procurados pelo The Guardian, mas não deram resposta.

Nesta quarta-feira (21), a Casa Branca confirmou que Delcy foi convidada por  Donald Trump para visitar os Estados Unidos, mas ainda não há data definida.

Ministro do Interior

No domingo (18), agências internacionais também divulgaram que autoridades do governo Trump também estavam em contato com o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, meses antes da operação do início de janeiro em Caracas. (IG)

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