A Copa do Mundo de 2026 começou com festa mexicana. Diante de 80.824 torcedores, o México venceu a África do Sul por 2 a 0 nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México, na partida de abertura da primeira edição do torneio disputada com 48 seleções.Informações da CNN.
Julián Quiñones, aos oito minutos do primeiro tempo, e Raúl Jiménez, aos 21 do segundo, marcaram os gols da equipe comandada por Javier Aguirre. A partida ainda teve três expulsões: Sithole e Zwane, pela África do Sul, e Montes, pelo México.
Com o resultado, o México venceu um jogo de abertura de Copa do Mundo pela primeira vez. A seleção, que abre o Mundial pela sexta vez, não havia vencido em nenhuma das cinco ocasiões anteriores: foram derrotas para França (1930), Brasil (1950) e Suécia (1958), além de empates com a União Soviética (1970) e com a própria África do Sul (2010).
Primeiro gol nasceu de erro na saída de bola
O México impôs seu ritmo desde o apito inicial, empurrado pela torcida, que gritava “olé” a cada troca de passes e vaiava a África do Sul sempre que os visitantes tinham a bola.
A pressão se converteu em gol cedo. Aos oito minutos, Sithole errou na saída de bola, Erik Lira desarmou e deixou Quiñones em condições de finalizar. O atacante chutou rasteiro, de dentro da área, e abriu o placar, garantindo o primeiro gol da Copa do Mundo de 2026.
O domínio mexicano se refletia nos números: aos 35 minutos, eram seis finalizações contra nenhuma da África do Sul, que só arriscou o primeiro chute aos 37, em cabeçada de Foster para fora.
O México ainda criou as melhores chances até o intervalo. Aos 41, Quiñones acertou o pé da trave esquerda, e o goleiro Williams defendeu toque de Raúl Jiménez na sequência. Nos acréscimos, Brian Gutiérrez, livre na área após passe de Quiñones, finalizou de raspão e desperdiçou a oportunidade de ampliar.
Expulsão abriu caminho para o segundo gol
A situação sul-africana se complicou logo aos quatro minutos da etapa final. Gutiérrez foi lançado, carregou até a entrada da área e sofreu falta de Sithole na meia-lua. O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio aplicou o cartão vermelho direto ao volante, por interromper uma chance clara de gol.
Com um jogador a mais, o México ampliou aos 21 minutos. Quiñones acionou Alvarado pelo lado direito, o camisa 25 cruzou na segunda trave, e Raúl Jiménez cabeceou para baixo, sem chances para o goleiro: 2 a 0.
Wilton rouba a cena com fim de jogo avermelhado
O fim da partida foi marcado por novos cartões vermelhos. Aos 36 minutos do segundo tempo, após revisão no VAR, Wilton Pereira Sampaio expulsou Zwane por agressão, por atingir o rosto de Alvarado. A África do Sul, que já atuava com dez desde a expulsão de Sithole, ficou com nove jogadores em campo.
Nos acréscimos, foi a vez de o México perder um atleta. Aos 46, o zagueiro Montes cometeu falta em disputa mano a mano, e o árbitro entendeu que o defensor interrompeu uma chance clara de gol, aplicando o terceiro vermelho direto do jogo.
Mesmo com a vantagem numérica reduzida, os mexicanos não foram ameaçados nos minutos finais. A partida, que se estendeu até os 52 do segundo tempo, terminou com ampla superioridade dos donos da casa nas finalizações: 16 a 4.
Brasileiro em campo, reedição de 2010 e sequência do Grupo A
A partida inaugural do Mundial teve comando brasileiro. Wilton Pereira Sampaio apitou o confronto, com Bruno Pires e Bruno Boschilia como assistentes. O VAR ficou a cargo do colombiano Nicolas Gallo.
O duelo repetiu a partida de abertura da Copa de 2010, disputada em Joanesburgo também em 11 de junho. Na ocasião, as seleções empataram em 1 a 1, com gols de Tshabalala e Rafa Márquez, hoje auxiliar técnico de Aguirre no México.