O MDB do Distrito Federal decidiu recompor a aliança com a governadora Celina Leão (PP) e deverá apoiar sua candidatura nas eleições de outubro, encerrando uma crise que chegou a exigir a participação da direção nacional do partido nas negociações.
Segundo o g1, o acordo foi costurado em reuniões realizadas na quarta-feira (29) e na quinta-feira (30), com a participação do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, do presidente regional da legenda, Wellington Luiz, e do deputado federal Rafael Prudente.
A aproximação ocorre depois de semanas de divergências dentro do MDB brasiliense. Parte do diretório defendia a manutenção da aliança com Celina, enquanto outro grupo resistia ao acordo. A direção nacional chegou a participar das negociações para tentar pacificar o partido e evitar uma ruptura definitiva.
O entendimento deverá ser submetido à convenção do MDB neste sábado (1º), quando a aliança com o PP deve ser formalizada.
Com a retomada do apoio a Celina, Rafael Prudente, que chegou a ser apontado como possível candidato do MDB ao Governo do Distrito Federal, passa a ser cogitado para disputar uma vaga no Senado.
Essa possibilidade, no entanto, depende diretamente das definições do PL. Celina já manifestou apoio às candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado. Como cada eleitor poderá escolher dois senadores em outubro, uma eventual candidatura de Prudente exigiria uma reorganização da chapa governista.
Michelle ainda não confirmou se disputará a eleição. A ex-primeira-dama deverá anunciar sua decisão até domingo (2), durante a convenção do PL. Caso Michelle e Bia Kicis permaneçam na corrida, a tendência é que Rafael Prudente busque a reeleição para a Câmara dos Deputados.
A crise entre MDB e Celina ganhou força após o rompimento político da governadora com o ex-governador Ibaneis Rocha. Em reação às críticas feitas por Celina à antiga gestão, o MDB chegou a retirar o apoio à sua reeleição.
O cenário ficou ainda mais complicado quando Celina antecipou apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para o Senado, deixando Ibaneis, que até então pretendia disputar uma das vagas, sem o respaldo da governadora.
No início de julho, porém, Ibaneis desistiu da candidatura ao Senado, afirmando que “não precisa de mandato para ser feliz” e que passaria a cuidar da própria vida.
Com a saída do ex-governador e a intervenção da direção nacional do MDB nas negociações, o partido conseguiu reconstruir a aliança com Celina. A principal indefinição agora está na composição da chapa para o Senado, que dependerá, sobretudo, da decisão de Michelle Bolsonaro.


