Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal: um sobre suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, e outro sobre possível lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. As apurações ganharam destaque após a derrota do parlamentar na eleição presidencial e as notícias sobre sua saída do Brasil.
Segundo reportagem do SBT News, a investigação sobre o filme examina uma solicitação de R$ 134 milhões para financiar a produção. Cerca de R$ 60 milhões teriam sido recebidos. Flávio sustenta que os recursos são privados e nega irregularidades. Conforme o veículo, o procedimento está sob relatoria do ministro André Mendonça.
O segundo inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro nas relações entre Flávio e Willer Tomaz, apontado como seu amigo pessoal. A investigação foi autorizada com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
Foi nesse procedimento que Moraes determinou medidas contra o parlamentar, incluindo restrições aos documentos de viagem. A reportagem do SBT News afirma que Flávio descumpriu a ordem de entrega e que a Polícia Federal passou a investigar sua saída do país.
O histórico judicial de Flávio inclui ainda o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em novembro de 2020, o Ministério Público estadual apresentou denúncia por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A acusação sustentava que parte dos salários de assessores era desviada para pagar despesas pessoais e familiares e ampliar o patrimônio do então deputado estadual. O caso, porém, foi arquivado em maio de 2022, após a anulação de provas e decisões que sustentavam a investigação, sem julgamento do mérito das acusações.
Entre os elementos invalidados estavam quebras de sigilo bancário e fiscal e relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.


