Brasília, 06/11/2026

Ministério Público ordena prisão de Peña no caso Ueno

 O Ministério Público do Paraguai determinou nesta sexta-feira (6) a prisão de Santiago Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, no âmbito da investigação sobre o Banco Ueno, segundo o texto enviado, atribuído ao jornal ABC Color.

De acordo com o material, a ordem consta da Nota nº 97, vinculada ao processo nº 92/2026, que apura suspeitas de abuso de confiança e outros possíveis crimes. O documento foi encaminhado ao Comando da Polícia Nacional para cumprimento imediato.

A determinação estabelece que Peña permaneça em prisão domiciliar até ser apresentado à unidade especializada em Crimes Econômicos e Anticorrupção do Ministério Público. Carvallo deverá ser levado ao estabelecimento indicado pelo comando policial.

Segundo a reportagem fornecida, a medida foi assinada pelos promotores Elena Fiore, Christian Benítez e Silvia González Véster, da área de Crimes Econômicos e Anticorrupção, e Ruth Karina Benítez, da unidade especializada em Crimes Cibernéticos e Lavagem de Dinheiro.

A investigação envolve os vínculos de Peña e de pessoas próximas a ele com o grupo Ueno. Uma denúncia apresentada por parlamentares na quinta-feira (5) acrescentou três novos fatos à representação protocolada em 22 de outubro de 2025.

Os denunciantes sustentam que autoridades do Banco Central, especialmente Carvallo, conheciam os problemas da instituição financeira desde abril de 2026, mas não adotaram a tempo as medidas necessárias para impedir o agravamento da crise.

Outro ponto é a aplicação de recursos públicos no banco. Os parlamentares pedem que sejam examinadas individualmente as decisões de instituições como o Instituto de Previdência Social (IPS), Itaipu, Yacyretá e o Ministério da Economia, para determinar eventuais responsabilidades e possível atuação conjunta em irregularidades.

Segundo a denúncia reproduzida no texto, a intervenção e o início do processo de resolução do Ueno colocaram em risco a recuperação dos valores superiores à cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos, de 228,3 milhões de guaranis por depositante. A restituição desses recursos dependerá dos ativos disponíveis no processo.

O material também informa que Peña declarou, em 2023, participação de 6,144 bilhões de guaranis na Ueno Holding, posteriormente vendida em abril de 2025. Ele teria declarado ainda um certificado de depósito de 2,4 bilhões de guaranis no Ueno e um título da empresa Itti.

Um irmão de Peña aparece, segundo o texto, como sócio da U Holding SARL, empresa por meio da qual o grupo controlaria o banco. O material fornecido não apresenta manifestações das defesas sobre a ordem de prisão ou as acusações.

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