O mundo da música se despediu, nesta terça-feira (25), de Dolly Parton, uma das maiores estrelas da história da música country. A cantora, compositora, atriz e empresária morreu aos 80 anos, em Nashville, no Tennessee.
A notícia foi anunciada inicialmente por seu sobrinho, Bryan Seaver, por meio de um vídeo publicado no Instagram. Posteriormente, a equipe da artista confirmou que Dolly morreu após uma breve luta contra o câncer. Segundo a revista People, ela estava no Vanderbilt-Ingram Cancer Center e foi acompanhada por familiares em seus últimos momentos.
A agência Reuters informou que a cantora morreu em paz. Nos meses anteriores, Dolly havia reduzido seus compromissos profissionais e cancelado apresentações por causa de problemas de saúde.
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no estado do Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família pobre, com 12 filhos. Ainda criança, começou a cantar em igrejas e emissoras de rádio locais. Depois de concluir os estudos, mudou-se para Nashville, onde iniciou a trajetória que a transformaria em uma referência mundial da música country.
A artista escreveu cerca de 3 mil canções e alcançou sucesso com músicas como “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última ganhou projeção ainda maior na voz de Whitney Houston, na trilha sonora do filme “O Guarda-Costas”, lançado em 1992.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos e conquistou 11 prêmios Grammy, além de receber o Grammy pelo conjunto da obra. Também foi incluída no Country Music Hall of Fame, no Songwriters Hall of Fame e, em 2022, no Rock and Roll Hall of Fame. Sua popularidade ultrapassou os limites da música. Dolly atuou em filmes como “Como Eliminar seu Chefe” e “Flores de Aço” e construiu uma imagem marcada pelo humor, pela espontaneidade e por um estilo visual exuberante. A cantora também se destacou como empresária. Seu nome está ligado ao parque temático Dollywood, no Tennessee, que se transformou em uma das principais atrações turísticas da região e ajudou a gerar empregos na área onde ela nasceu. A atuação filantrópica tornou-se outra parte importante de seu legado. Por meio do programa Imagination Library, criado em 1995, Dolly distribuiu gratuitamente centenas de milhões de livros para crianças de diferentes países. A artista ainda financiou bolsas de estudo, projetos de alfabetização, ações de recuperação após desastres naturais e pesquisas médicas. Em 2020, doou US$ 1 milhão para estudos que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna contra a Covid-19. Dolly enfrentava também uma perda pessoal recente. Seu marido, Carl Dean, com quem foi casada por quase 60 anos, morreu em março de 2025, aos 82 anos. O casal manteve uma relação discreta, distante dos holofotes. A morte da cantora provocou homenagens de artistas, admiradores e autoridades de diferentes partes do mundo. A repercussão refletiu a dimensão de uma carreira que uniu talento musical, inteligência empresarial e compromisso social. Mais do que a “rainha da música country”, Dolly Parton deixa uma obra que atravessou gerações e rompeu as fronteiras do gênero. Suas canções, sua atuação humanitária e sua influência sobre outras mulheres na indústria musical permanecem como parte de um legado construído ao longo de sete décadas.



