Brasília, 12/09/2026

Houthis avançam no Mar Vermelho após ataque fechar oleoduto saudita

A Arábia Saudita suspendeu temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste depois que a estrutura foi atingida por drones, aumentando o risco de uma nova redução no fornecimento mundial de petróleo. Segundo a Reuters, o ataque deixou feridos e provocou danos ainda avaliados pelas autoridades sauditas.

Com 1,2 mil quilômetros de extensão, o oleoduto atravessa a Península Arábica e transporta entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia — o equivalente a 4% a 5% da oferta global. Nos últimos seis meses, tornou-se a principal alternativa para o escoamento do petróleo do Oriente Médio diante do bloqueio quase completo do Estreito de Ormuz.

Iraque e Arábia Saudita afirmaram que os drones partiram do território iraquiano, onde operam grupos armados apoiados pelo Irã. Nenhuma organização assumiu imediatamente a autoria do ataque. Em resposta, o governo iraquiano afastou um comandante militar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã provavelmente estaria por trás da ofensiva.

A crise ganhou uma nova dimensão com o avanço dos houthis, aliados de Teerã, no Mar Vermelho. Fontes do governo do Iêmen disseram à Reuters que o grupo tomou a ilha de Perim, localizada no Estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para navios que entram ou saem do Mar Vermelho.

O controle da ilha amplia a capacidade dos houthis de ameaçar uma das principais rotas comerciais e energéticas do mundo. A interrupção simultânea do Estreito de Ormuz, do oleoduto saudita e da passagem pelo Mar Vermelho poderia restringir severamente as exportações de petróleo do Golfo Pérsico.

Diante do avanço, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman pediu ajuda militar aos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, Washington descartou, por enquanto, uma intervenção direta, mas se comprometeu a fornecer informações de inteligência.

Os preços do petróleo já subiram fortemente, enquanto o diesel nos Estados Unidos ultrapassou o recorde de US$ 6 por galão. A eventual ampliação da guerra para o Mar Vermelho aumenta o risco de novos aumentos no custo da energia e de impactos sobre a economia mundial.

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