Brasília, 02/09/2026

Irã ataca bases dos EUA e relata explosões em Ormuz

O Irã anunciou ataques contra instalações americanas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque nesta quarta-feira (2), em resposta aos bombardeios dos Estados Unidos. Teerã também afirmou que dois petroleiros atingiram minas no Estreito de Ormuz enquanto eram orientados por americanos, segundo a Reuters. A alegação sobre os navios não teve confirmação independente nas fontes consultadas.

Autoridades americanas disseram à agência que avaliações iniciais não apontavam baixas entre suas forças, contrariando o anúncio iraniano de mortes de militares.

Os bombardeios dos EUA ocorreram na terça-feira (1º). Segundo outra reportagem da Reuters, o Comando Central americano informou ter atacado radares, sistemas de defesa aérea, instalações de comunicação e estruturas utilizadas para operações marítimas e lançamento de minas. Washington apresentou a ofensiva como resposta às ações iranianas contra a navegação e militares americanos.

Nos países atingidos pela retaliação, os relatos incluem interceptações e danos em áreas residenciais. Segundo a Associated Press, o Bahrein informou ter interceptado ataques. No Kuwait, um drone provocou incêndio em um conjunto residencial, sem vítimas. Autoridades curdas disseram ter interceptado dez drones com explosivos na região de Erbil, no Iraque.

A AP também relatou denúncias iranianas de que um bombardeio atingiu uma casa onde ocorria um casamento, deixando mortos e dezenas de feridos. Os militares americanos afirmaram estar cientes do relato e negaram escolher civis como alvos.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o Crescente Vermelho iraniano pediu ao Tribunal Penal Internacional uma investigação sobre o ataque ao casamento.

A escalada voltou a comprometer a circulação em Ormuz. Dados preliminares da empresa Kpler, publicados pela Reuters, registraram apenas quatro embarcações de commodities atravessando a passagem na terça-feira, contra dez na véspera e uma média de aproximadamente 13 nos dez dias anteriores.

Os números podem ser revisados porque parte dos navios desliga os equipamentos de rastreamento. Antes do conflito, a passagem concentrava o transporte de petróleo equivalente a cerca de um quinto do consumo mundial.

Tags

Gostou? Compartilhe!