Brasília, 13/09/2026

PF informa a Fachin que celular de Vorcaro permanece sob custódia e oferece cópias aos ministros

A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que mantém sob sua guarda o material original extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Apenas uma cópia dos dados foi encaminhada, em março, ao gabinete do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master.

As informações foram divulgadas neste domingo (13) pela colunista Basília Rodrigues, do SBT News. Segundo ela, a PF também comunicou que possui condições técnicas para produzir cópias idênticas e entregá-las aos demais ministros do Supremo, desde que sejam preservadas as restrições de sigilo.

A manifestação foi apresentada depois de Fachin determinar que a corporação esclarecesse, no prazo de 24 horas, onde estava o aparelho, quem mantinha a custódia dos dados e em quais condições o conteúdo havia sido compartilhado. Do material extraído surgiram mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, que estão no centro da atual crise interna do STF.

De acordo com a PF, o celular e os dados originais permanecem integralmente nas dependências da instituição, submetidos a uma cadeia de custódia formalmente documentada. A corporação informou ainda que os lacres estão preservados e que existem mecanismos de verificação da integridade digital do conteúdo.

A polícia ressaltou que o material original nunca deixou suas instalações. O que foi enviado a Mendonça foi uma reprodução dos dados extraídos, produzida a pedido do próprio gabinete do ministro.

Basília Rodrigues informou que, do ponto de vista do conteúdo, a cópia entregue ao relator é idêntica ao material preservado pela PF. A corporação procurou deixar claro a Fachin que a remessa não ocorreu por iniciativa dos investigadores, mas em cumprimento a uma solicitação formal de Mendonça registrada em processo administrativo.

A possibilidade de fornecer cópias aos outros ministros é considerada importante para o julgamento previsto para terça-feira (15). O acesso permitiria que os integrantes do Supremo examinassem o mesmo conjunto de informações, sem depender exclusivamente do material encaminhado ao gabinete do relator.

A distribuição, entretanto, deverá observar as determinações da Corte e as cautelas aplicáveis a informações protegidas por sigilo. A ampliação do acesso não significa, portanto, a divulgação pública do conteúdo.

Na manifestação, a Polícia Federal reafirmou o compromisso com a preservação da cadeia de custódia e com o devido processo legal. Também se colocou à disposição do Supremo para qualquer verificação técnica destinada a confirmar a autenticidade e a integridade dos dados.

A resposta da PF reduz as dúvidas sobre a localização do material original, mas mantém aberta a discussão sobre o acesso às informações e a utilização das mensagens nas acusações que envolvem ministros da própria Corte.

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